MARIA SANTISSIMA,
A PORTA QUE DEU PASSAGEM AO SALVADOR DO MUNDO.
(A maior personalidade que a raça humana já produziu!)
O Natal chegou. Amanhã é a grande noite da maior festa cristã de todos os tempos, já que comemoramos a vinda, a chegada entre nós - através do abençoado ventre da sempre Virgem Maria - há dois milênios do Messias, d'O Salvador, d'O Filho de Deus. E Êle veio com uma missão -e em condição - bastante peculiar. Tudo começou com o ato de desobediência de Adão e Eva, o pecado original que desencadeou vários outros na história da humanidade, a exemplo do segundo (pecado) e o primeiro (crime) homicídio que se tem notícia: o fratricídio de Caim. De lá para cá, Deus tem sido tão ofendido, magoado e (porque não?) zombado em seus objetivos - principalmente nesta data, quando o natalício d'O Seu Filho é festejado tão diferentemente do que O agradaria - que Ele decidiu (naquela época) exterminar os homens da face da terra vendo que "todos os pensamentos de seu coração estavam contínuamente voltados para o mal" (Gn, 6,5). Não foi à toa que Deus enviou o Dilúvio. Até que, se compadecendo dos humanos, prometeu a Noé que nunca mais àquilo se repetiria. E simbolizou Sua palavra com o arco-íris. (Hoje, mais uma vez, o povo está desgostando o Senhor com as danças imorais, a cachaçada, uns falando mal dos outros, caluniando, invejando, atos típicos de pessoas vis, perniciosas, que aproveitam-se da ausência do seu igual para desmoralizá-lo diante dos demais, e por aí vai o rosário de maledicências que os homens são capazes)...
Mas, óbviamente sendo quem é - Deus - Ele nos deu (e continua dando até hoje) uma nova chance, teve clemência. (Como nós, simples mortais e pecadores, deveríamos fazer com quem nos ofende, humilha e destrata). Eis que "uma virgem concebeu e deu à luz um filho" (cf, Is 7,14). Vejam bem as palavras bíblicas, irmãos protestantes: uma virgem. Naquela época tudo levava ao despotismo, a degradação moral e a idolatria. O império Romano, com toda sua arrogância e crueldade, subjugava as nações com suas legiões. A corte imperial tinha verdadeiro desprezo para com a vida humana e considerava RES (coisa) a infinidade de escravos sujeitando-os a crueldades, experiências indecorosas (incestos, sexo com animais, etc.). Não eram poucas as divindades pagãs - mundanas - que simbolizavam paixões especiais, tais como Mercúrio, Vênus, Marte, Baco... Luxúria, embriaguez, violência e sortilégio - este vê-se até hoje com pessoas ignorantes, descrentes, que procuram os magos, bruxos, camdomblezeiros, videntes, tarólogos e afins, como se eles tivessem capacidade de resolver problemas - eram vícios a serem imitados. Foi aí, então, que houve a separação entre o Povo Eleito, o qual se dividiu em várias seitas: os Saduceus, os quais aceitavam como lei únicamente os cinco livros de Moiséis; os Fariseus que, além do Pentateuco, consideravam válidos outros livros bíblicos e doutrinas recentes, como, por exemplo, a ressurreição dos mortos e a existência dos Anjos; e os Zelotas, que formavam um grupo revolucionário em luta pela independência política de Roma.
Deus, em toda sua sabedoria e misericórdia, interviu e fez surgir a grande personagem histórica, a maior personalidade humana dentre todas as criaturas, a medianeira, a co-redentora da salvação da humanidade, Àquela que abriu caminho para a vinda do referido Salvador, d'O Messias: Maria, sempre Virgem e Santíssima, "bendita entre todas as mulheres". Com o fiat da futura Mãe de Deus, a justiça divina perdoou, mais uma vez, a raça humana e aconteceu o mistério da Encarnação: nasceu Jesus. Só que hoje, decorridos mais de dois mil anos, o povo - cada vez mais à deriva num mar de egoísmo, consumismo, ódio, vinganças, depravações e traições - continua renegando os ensinamentos do Divino Mestre e Redentor, voltando novamente as costas para Deus, dando sinais de um retrocesso, uma volta (terrível!) ao paganismo de outrora, de nossos antepassados, prostando-se diante de ídolos (falsas seitas e crenças, principalmente as de origem africanas e índigenas), as quais não podem nos oferecer salvação. Atualmente, o povo de Deus - que, infelizmente, assustadoramente, parece ser mais de satã - está voltado para o "sangue, suor e cerveja": angue dos crimes praticados frequentemente, suor dos corpos ávidos por desejos e prazeres carnais, e a cerveja, aqui (no Brasil) muitíssimo bem escolhida como representante da grande culpada por 89% dos males que afligem a humanidade: a bebedeira. (Observem o índice de acidentes e crimes que ocorrerão nestes dias de festas).
Para acabar com tudo isto, temos a promessa de Nossa Mãe, da Rainha do céu e da terra: "Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!". Este será o triunfo dos triunfos: o triunfo de Jesus, uma nova Epifânia.
Nos dias de hoje, o Natal virou sinônimo de dar-se (e receber-se) presentes ou simples lembrancinhas, conforme o bolso de cada um; do abraço desejado há muito tempo e adiado por mágoas, ressentimentos, maus-entendidos, fofocarias e calúnias de terceiros, orgulho ou por motivos diversos; do beijo sincero de quem ama verdadeiramente ou, infelizmente, do falso que odeia mas segue à risca o be-a-bá, o roteiro das festas natalinas. Natal para a grande maioria das pessoas é depravação, orgias, o ter, ter,ter e jamais o doar-se,doar-se,doar-se.O consumismo virou, no rigor da expressão, modismo. Os shoppings e os grandes centros comerciais não deixam dúvidas. Agora, e as igrejas? Os templos? A casa de Deus? Os orfanatos, asilos e abrigos, albergues para indigentes? São visitados? Natal para muitos é - e não deveria ser - uma festa do dinheiro, onde o pobre não tem vez, lugar. É a festa - e não deveria ser, repito - da gula e dos vícios, da maioria (quiçá todos!) sete pecados capitais. Amigos, saiam desta enquanto é tempo. Tranquem-se em seus quartos, imolem-se (não no corpo, claro!, mas na alma) diante do Senhor, façam uma reflexão franca e humilde de seus erros perante os irmãos. Eis que chegará, quando você menos esperar, o seu momento de dificuldade, de dor e sofrimento - pois eles chegam para todos - e aí... cadê a resposta de Deus para seus lamentos, seu pranto, se HOJE você não é solidário com quem sofre e pede socorro. O Natal não é para endividar-se até "a raiz dos cabelos", contanto que mostre aos parentes, amigos e vizinhos os móveis novos, a casa pintada, o carro (comprado em prestações que só terminarão quando você estiver estirado no caixão, a viagem dos sonhos, as roupas de "marca" (griffe), a orgia gastronômica, a devassidão dos bares e das praias onde ninguém se lembra do aniversariante, a não ser quando acontece um imprvisto (geralmente provocado pela bebida) e os corredores dos hospitais - e muitas vezes das delegacias, cemitérios - enchem-se de "fervorosos" cristãos (?) de ocasião e seus tradicionais lamentos: "ai, meu Deus!", "ai, minha Nossa Senhora!"... (?)... Pobres descrentes (já que não acreditam no que vê, quando mais Deus, que não vê) que não imaginam que o seu fim, literalmente falando, pode estar ali na esquina, na próxima hora.
Festejar um evento, aniversário ou casamento, é muito bom. Mas, observem que o menos homenageado...é o próprio homenageado. Façam uma reflexão. Se formos ser sinceros, verdadeiros, querermos estar ao lado de quem realmente gostamos, amamos, nossas festas seriam quaze desérticas, vazias. E sabem por que? Porque na hora da lista de convidados, querendo apenas impressionar, convidamos até quem não queremos. O que não pode é sobrar espaço, sorrisos falsos e comentários mais hipócritas ainda. Vejam o exemplo de Jesus, José e Maria. Uma vida simples, apenas três pessoas, humilde, com amigos que poderia-se contar nos dedos da mão. (Pouquissimos estiveram ao pé da cruz e no enterro!). Bastou o Mestre se fazer notar como, digamos assim, "milagreiro", e o que aconteceu? O povo cercou-o de todos os lados visando únicamente benefícios para si. Depois, quando a situação se inverteu - para o lado d'Ele - todos fugiram, se esconderam, viraram as costas. Crucificaram. É como as nossas festas. Muita gente, muitos "amigos" (?) até a bebida, a comida acabar. Depois, byebye. Cadê a amizade, a (hipócrita) alegria, gargalhadas, o oba-oba? O importante é a qualidade de um verdadeiro amigo. Aquele que a gente não liga, não procura, mas ele insiste, se fáz presente não para comemorar seja lá o que for, mas participar de nossos momentos, principalmente os ruins. E não aqueles falsos, oportunistas, que só aparecem para abocanhar uma "fatia do nosso bolo". (Se é que me entendem!)...
"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!"...
Hoje em dia, reitero, dois mil anos depois destas sábias palavras terem sido proferidas, temos a nitida impressão que foram outras ditas por Jesus. Um Homem que amou o seu próximo intensamente, fervorosamente, mais que a si próprio, que deu tudo de Si para agradar; um Homem, o maior deles, que se deu em holocausto, se entregou à fúria insana dos amigos-inimigos para redimir... o que? Os pecados da própria (e miserável) raça que o traiu. E o que nós estamos dando a Ele nesta data? Simplesmente traições, desamor, ódio, calúnias, vingança como resposta aos seus mandamentos. Basta abrir e ler os jornais, acessar aqui (a internet), assistir os telejornais. São crimes de toda ordem ocorrendo em todo lugar por uma única causa: dinheiro. Isto, certamente, não é a noite feliz que Jesus Cristo queria ter. Esquecemos completamente - com a euforia passageira do 13 salário, a conta bancária recheada de reais e o falso votos de Boas Festas, como se o restante do ano não existisse, não tivesse mais nenhuma importância - o aniversariante. Pai, Filho e Espirito Santo, a Santíssima Trindade, tornou-se coisa de beatas e dos protestantes, na maioria das vezes preconceituosos, recriminadores, que se auto-proclamam salvos, donos da verdade e das chaves dos céus. Coitados! "Não julgueis e não serás julgados!".
Jesus Cristo veio ao mundo, se tornou Homem, através de Maria, por obra e graça do Espirito Santo. Nasceu paupérrimo numa manjedoura e dentro de um estábulo, sobre as palhas (e não num colchão ortopédico!), cercado por animais. Nasceu no chão, na maior expressão de humildade. Será que vocês já pararam para analisar o recado que o Todo-Poedroso quis nos dar com esse momento ímpar na história da humanidade? Será que foi coincidência todas as estalagens estarem lotadas, obrigando José e Maria a se refugiarem num lugar como àquele? Por que será que Deus não quis que Seu Filho nascesse entre os homens, mas, sim, entre os animais? A resposta pode ser dada com uma simples palavra: irracionalidade. Os animais são a mais pura expressão da inocência, não conhecem as maldades que o homem pode guardar dentro de si. José e Maria não tiveram acolhida, acesso a nenhuma casa porque era uma família pobre, sem recursos materiais. E hoje, se viessem na mesma situação, se não soubéssemos quem eram -os pais de Jesus - novamente seriam barrados, marginalizados. Imagine se alguém iria querer em plena noite de festa, de (falsas) alegrias e exibicionismo, dar abrigo para um carpinteiro e sua esposa grávida.
Porisso o Natal, apezar de ser uma data memorável, é também símbolo da total hipocrisia humana. Um trecho bíblico nos fáz refletir sobre a nossa crueldade: "infeliz do homem que confia no próprio homem". E sabem por que? Porque o ser-humano é capaz de abraçar ao raiar do sol e apunhalar pelas costas com as trevas da noite; somos capazes de trair quem nos deu a mão, tirou do sufoco, matou a nossa fome e sede, enxugou as nossas lágrimas e curou nossas feridas;capazes de virar o rosto, dar as costas a quem sorriu para nós, enfeitiçados por outros que querem destruir uma boa amizade. O Natal perdeu - se é que algum dia teve - a sua essência: o amor. Amor puro, desinteressado, jamais egoísta.
Maria Santíssima, a Mãe de Deus, Virgem antes, durante e depois do parto, nos deu, juntamente com seu castíssimo (Eles nunca tiveram outros filhos) esposo José, o maior exemplo de amor: entregou-se completamente nas mãos de Deus e confiou que Ele faria o melhor em suas vidas. E Ele fez: enviou Seu Único Filho para nos salvar. De nossos pecados, de nós mesmos.
Au-revoir para todos que me criticam ou aplaudem. Na próxima quinta-feira, se Deus quizer, aqui estarei. Eu aqui e vocês daí. C'est la vie!
SANFERR, 23.12.2010.
de SANFERRPRESS para todos os leitores e colaboradores(doações) da coluna:
NOITE FELIZ!!!
Boas Festas é o que desejo, em nome de minha família, à todos. Que esta noite feliz, mágica, não seja apenas do vinho, da champagne (francesa ou uma simples sidra), da cerveja, das nozes, figos, avelãs, passas e uvas, do perú e do tender ostensivamente decorados. Lembrem-se que o que menos a Sagrada Família e, principalmente Jesus, o aniversariante, quer é justamente isso: ostentação. Certamente é bonito - uma tentação aos olhos, ao estômago - admirar-se uma mesa bem arrumada e farta, com todas estas delícias (aqui em casa minha mãe e tia não dispensam a ceia logo após chegarem da Missa), mas parem e pensem no real significado deste aniversário, no que Ele, o dono da festa, quer receber de nós: fraternidade, solidarieade, amor e caridade. Comemore, beba e coma à vontade, deixe a alegria tomar conta do seu ser. Mas, lembre-se do irmão, do pobre que, em sérias dificuldades, sem dinheiro no bolso e, consequentemente, pouca coisa (ou coisa nenhuma) à mesa, também é filho de Deus, irmão de Jesus e TAMBÉM está festejando o aniversário d"Ele. Sabem o meu sonho de consumo nesta época? Ter dinheiro suficiente para nesta noite sair por aí, à toa, chamando os infortunados da vida, os marginalizados pela sociedade jogados nas sarjetas da vida, para ceiarem junto comigo e minha família. Infelizmente, Deus AINDA não me deu esta graça, pois tal gesto requer boas condições financeiras, uma casa enorme. Não é demagogia movida pelo espirito natalino. Quem me conhece de perto sabe, pois há anos venho dizendo isto. Agora que tenho um blog e milhares de pessoas lêem o que escrevo, deixo registrado aqui o meu antigo desejo natalino.
Deus abençõe à todos e dê a cada um de vocês um Natal auspicioso, repleto de bençãos e misericórdias divinas, farto não somente de dinheiro, mas de SAÚDE, PAZ e AMOR ao PRÓXIMO. Eu queria que todos vocês, meus amigos, estivessem vivenciando a mesma felicidade que Deus está me proporcionando, mas tenham fé. Acreditem que o perdão é a palavra-chave para se conseguir do aniversariante o maior dos presentes: o carinho, a defesa, o amor d'Ele.
Lembrem-se também, irmãos de outras religiões, que Maria não salva. Mas, como a Mãe de Deus, ela intercede continuamente, sem descanso, até o final dos tempos, por todos nós. Ela pede ao Filho o perdão para nossos pecados. O mesmo perdão que devemos dar ao próximo que nos fez mal, praticou crimes para nos condenar aos olhos de outras pessoas, não somente hoje porque é Natal, mas durante toda a nossa vida.
Aos amigos de ontem e hoje, não se esqueçam de mim. Se magoei, perdão.
Salve Maria! Glória a Deus nas alturas!
Parabéns, meu irmão, meu Pai, meu tudo: Jesus Cristo. Eu não mereço tudo o que Vós tem feito por mim!
SANFERR
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