quinta-feira, 10 de novembro de 2011

TAMANHO NÃO É DOCUMENTO.




foto by GERMANO LODERS

MARINA SILVA

A CORAGEM E O PODER DAS PEQUENA-GRANDES MULHERES.


     Não ter vencido a eleição presidencial do ano passado não se transformou numa decepção na vida ou foi encarada como uma derrota no previlegiado curriculo desta pequena grande mulher, conhecida nacional e internacionalmente como Marina Silva. Por várias vezes, enquanto esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente, ela teve de suportar - sempre com dignidade e diplomacia - a angústia desses dois sentimentos destrutivos por ter divergências com a atual presidente da República, Dilma Rousseff, na época ministra-chefe da Casa Civil, com relação as licenças ambientais negadas para a construção de hidrelétricas. Sair derrotada das urnas - mas vitoriosa, segundo o ponto de vista de analistas, cientistas políticos e da vontade expressada em forma de 19.636.359 (19,33%) milhões  de votos dados por uma população que a queria dominando o palácio do Planalto - não significou a última "pá de cal" no (suposto) túmulo de suas pretensões políticas, um (antecipado) atestado de óbito na prodigiosa carreira, a qual começou bem lá atrás desde os tempos que era líder sindical, no Acre, desta pequena notável chamada Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima. Pequena, diga-se de passagem, no tamanho (1,60 de altura), mas gigante quando se depara frente à frente com uma (boa) luta para travar em defesa das minorias e, especialmente, do meio ambiente tão desprezado, massacrado (desde sempre) por todos nós, povo, os governantes desatentos e empresários (nem todos) inescrupulosos que não medem as consequências desastrosas quando derrubam as matas, poluem os rios, dizimando assim toda a vida animal e vegetal. Mas, como saldo positivo, a derrocada (?) nas urnas em 2010 - o tempo, senhor absoluto da razão, dirá se foi mesmo uma derrota ou simplesmente um "até breve", um alerta de "ainda não chegou a hora" - serviu-lhe como experiência (e certeza absoluta) para ter mais maturidade e reconhecer definitivamente que veio ao mundo não apenas para ser mais uma política defensora ferrenha do ambientalismo e da ética nos poderes legislativo e executivo. Como se isto não bastasse para Marina ser uma das melhores representantes de uma classe tão criticada e desacreditada (merecidamente, sob alguns aspectos e por culpa de alguns), ela é o símbolo máximo da vitória de mulheres da região norte - e por que não o nordeste também? - que tinham tudo para não darem certo num mundo reconhecidamente machista, preconceituoso e ingrato com o pseudo (outrora) sexo frágil. Justamente por terem nascido distante da civilização (?), lá onde "Judas perdeu as botas", fazendo parte de uma minoria sem voz, prestígio e muito menos dinheiro para realizar algum sonho. (Se é que até isso, sonhar, também não lhes tiraram o direito). Mulheres simplérrimas, humildes em situação e comodidade, as quais poderiam (como muitas) permanecer eternamente no mesmismo do "maria vai com as outras", do "deixa a vida me levar" esperando únicamente pela benevolência de seus homens, criar um número infindável de filhos e serem absurdamente tratadas como meras domésticas de um lar onde lhes falta tudo, menos a esperança de dias melhores. Mesmo sem saber como. Mulheres que não tiveram sorte e a oportunidade de estudar, aprendendo (quando muito) o be-a-bá da vida difícil na faculdade do fogão sem comida, no catar piolho na cabeça de crianças remelentas, mirradas, subnutridas, tristes e abatidas pela necessidade do querer e não ter o básico, o mínimo que suas cabeças inocentes podem sonhar: alimento, um brinquedo velho. Mulheres sem ânimo, sem incentivo para levantar-se para a luta, vivendo eternamente à mercê da má sorte, agachadas à beira do riacho lavando trapos nas águas sujas de um rio contaminado pela insensatez de empresários interessados não na preservação do meio ambiente delas; mas no lucro de fábricas que poluem cada vez mais a terra, o ar e a água, além de suas próprias consciências (?) de capitalistas com visão para (bons?) negócios e enxergando cada vez menos as necessidades e dores alheias.
     Mulheres assim, heroínas do submundo e marginalizadas pela falta de esperança, encantadas por um futuro que nem elas próprias sabem descrever como sendo o ideal, totalmente desencantadas com o presente de miséria, desinformação e dor, Marina Silva soube defender e honrar desde que - lutando contra todo o sistema - procurou vencer o destino cruel buscando para isso a única maneira viável: estudar. Mesmo "remando contra a maré", alfabetizou-se aos 16 anos e conseguiu formar-se em História pela Universidade Federal do Acre, tornando-se mestra não somente nas salas de aula, mas, principalmente na vida, além de ativista de uma causa tida por muitos como perdida, "coisa de maluco". Foi assim seu início como líder sindical. Ao contrário do que muitos desinformados pensam sobre as matas e a selva, a preservação a Amazônia é o único meio de continuarmos tendo qualidade de vida. Se as pessoas simples, do povo, calejadas nas mãos e no espirito pelas dificuldades do dia-a-dia são capazes de suportar de pé, dignas e conscientes do seu poder político através do voto, sem subordinarem-se aos mandos e desmandos dos fazendeiros e empresários, Marina Silva foi (e é) o símbolo máximo desta turma corajosa e guerreira. Junto com Chico Mendes (assasinado covardemente em 1988) e também outros, ela guerreou bravamente, incansávelmente, pelo verde. Pela renovação do oxigênio do Brasil e também do resto do mundo. Sem a proteção desses verdadeiros heróis, o "pulmão da terra" já teria sido destruído, devastado há muito tempo e a Amazônia se tornado território de ninguém. Como Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, a pessoa  anônima, sem voz e sem vez, ou simpllesmente Marina Silva, uma das personalidades políticas - e politicamente correta em todos os sentidos - mais relevante dos últimos tempos, conseguiu ter seu discurso ouvido, entendido e respeitado por jovens estudantes brasileiros de todas as classes sociais, além dos "formadores de opinião" (intelectuais e artistas), seus maiores cabos eleitorais.
     Depois de trinta anos filiada ao PT (Partido dos Trabalhadores) e ter ajudado também a fundar a CUT (Central Única dos Trabalhadores), Marina Silva, em 2009, decidiu deixar o partido da bandeira vermelha - sem falsas e irresponsáveis comparações com o sangue derramado pelos inúmeros mártires da Amazônia - para brilhar intensamente como rainha absoluta em florestas mais verdejantes e condizentes com o cenário de sua terra natal. Assim, surpreendendo até mesmo o presidente Lula, filiou-se ao PV (Partido Verde). Lá, onde seus projetos e idéias são respeitados, todos sabem que um dia, mais cedo ou mais tarde, Marina seguirá o exemplo de sua ex-companheira de partido, Dilma Rousseff - com quem, politicamente, teve algumas rusgas no passado, mas são águas que não movem mais nenhum moinho - tornando-se, enfim, presidente (a) do Brasil. Experiência política para almejar esse cargo ela tem de sobra desde que se elegeu vereadora, deputada estadual e senadora por duas vezes pelo Acre. E tendo sido ministra do Meio Ambiente, no governo Lula por cinco anos, Marina conhece muito bem o "caminho das pedras", onde "a onça bebe água" e as portas dos amigos, nas quais mais uma vez terá de bater procurando ajuda. Amigos do porte de Maria Alice Setubal, Guilherme Leal, Ricardo Paes de Barros, Eduardo Giannetti da Fonseca, José Eli da Veiga, João Paulo Capobiano, Roberto Romano e Fernando Gabeira, o qual (equivocadamente) disse, em 2007, que "Marina é muito voltada para a questão da Amazônia e pouco voltada para as questões da ecologia urbana"... Hoje os dois defendem a mesma bandeira: verde.
     Evangélica e radicalmente contra o aborto, a união entre homossexuais (olha o eleitorado, querida!), Marina Silva sentiu também na pele os mesmos sofrimentos que seu povo. Perdeu três dos dez irmãos, teve hepatite, malária, lashmaniose e o sangue contaminado pelo mercúrio. Sofrimento pouco é bobagem, mas a guerreira continua de pé. Escorrega, tropeça, comete erros, acerta também, mas segura nas mãos de Deus e não cai. Segue adiante buscando seu lugar ao sol. No topo da árvore mais frondosa do Amazonas.
     Au-revoir para todos que me criticam ou aplaudem. Na próxima quinta-feira, se Deus quizer, aqui estarei. Eu aqui e vocês daí. C'est la vie!

                                                                                                                                                                                         SANFERR, 10.11.2011

a ESFINGE:
     "A sabedoria não é produto da escola, mas do esforço de uma vida inteira para adquiri-la".
                                                                                     ALBERT EINSTEIN (1879-1955), físico alemão, naturalizado americano.

de SANFERRPRESS para todos os leitores e colaboradores (patrocínios, doações):

     Outro dia recebi o email de uma senhora do Tocantins (não me autorizou a divulgar o nome) dizendo que soube do meu blog, acessou e desde então acompanha todas as semanas a coluna. Muito obrigado. Agora o mais interessante é que ela se identificou com alguns dos meus pensamentos, publicados com o título de A ESFINGE. Eu gosto de escrever pensamentos desde a adolescência e tenho um caderno cheio deles. Atendendo ao pedido dela publico hoje algumas dessas, digamos, "pérolas do meu imaginário" com as respectivas datas.

"O intelectual é como um ermitão vivendo além do mundo numa montanha de livros, papéis e conhecimentos que somente a sua imaginação sem limites pode vislumbrar" - SANFERR, 16.03.2011

"O medíocre ri e chama os gênios de malucos; mas os gênios deixarão para a posteridade um nome e o legado de obras inesquecíveis, enquanto eles deixarão apenas o pó da insignificância de suas vidas" - SANFERR, 17.06.1991

"O amor pode ficar adormecido no coração; mas as recordações e a saudade jamais cairão em sono profundo". - SANFERR, 16.10.1987

"O homem viajado é culto e o motorizado é exibicionista". - SANFERR, 15.09.1982

"Mulher casada com homem feio e com muita amizade com vizinho bonito, só anda com indisposição. E você com dor de cabeça". - SANFERR, 07.08.2010

"Não abra seu coração para uma pessoa falsa; prefira abrir as portas de sua casa para as serpentes". - SANFERR, 06.07.2010

"Se a sua mulher disser que outro homem tem idade para ser filho dela, cuidado, idiota. Abra o olho, por que na intimidade ela pode estar tratando-o como "meu menino". - SANFERR, 18.11.2010

"Se fazer de amigo para colher informações e levar adiante, é o típico comportamento do cafageste que não é amigo de ninguém: é um leva e tráz". - SANFERR, 27.09.2011

"Música ruim, vinho barato, pessoa deselegante e sem cultura, deveriam ser exilados". - SANFERR, 24.02.1995

"Pior do que marido traído chorando num bar é o amante da mulher bebendo com ele". SANFERR, 24.08.2010

"O ator é falso pelo ofício de representar; o ser humano é falso por querer representar". - SANFERR, 16.02.2000

"O culto e talentoso coloca o preto no branco, mas a ira do invejoso apaga com uma borracha". - SANFERR, 07.06.1984

"Quem diz que o outro está mentindo é por que conhece bem os sintomas da doença". - SANFERR, 08.02.1980

"Que momento sublime é o beijo do pedido de casamento. E que instante terrível, baixo e vulgar é a briga na separação". - SANFERR, 07.05.2008

"O talento e a cultura é uma afronta pessoal para o mesmismo de quem não cria nada". - SANFERR, 14.10.1989

"Na família você tem duas línguas afiadas: a de trapo (que fala muito) e a de cobra (que envenena)". - SANFERR, 06.12.1988

"A mulher-cobra se divide em duas espécies: a esposa rasteja e a amante morde". - SANFERR, 22.03.1987

"Amar alguém é confiar no escuro e trazer para junto de si o desconhecido". - SANFERR, 07.02.2000

"O amigo falso sorri com um punhal escondido na mão. O verdadeiro amigo toma o punhal para o outro não chorar depois". - SANFERR, 23.07.2010

"Se você não perdoar a dívida do seu irmão, como quer que o Pai perdoe seus pecados?". - SANFERR, 13.05.1997

"A maior prova da inveja do inimigo diante do seu sucesso é o silêncio doentio dele". - SANFERR, 03.03.2011

"O homem sábio, de visão e com futuro, cria seu marketing pessoal e aparece. Já o outro, aquele que não vai chegar a lugar nenhum, sem idéias, senta-se moralista no trono de sua total ignorância, chama o primeiro de mentiroso e desaparece na mediocridade". - SANFERR, 07.12.2000

"Não viva como seu vizinho que fica de olho no que você fáz e tem. Faça o que ele não fáz e não tem: cuide da própria vida e de sua inteligência". - SANFERR, 14.01.2007

"O pior câncer que leva o homem ao desatino não é o carnal, mas o verbal". - SANFERR, 27.05.2010

"Cuidado com as voltas da vida. A altivez do salto alto com o qual hoje você anda para prejudicar seu desafeto, vai se transformar na humilhação da sandália rasteira com a qual amanhã você irá ao encontro dele para pedir-lhe ajuda". - SANFERR, 14.07.2000

"Não diga que é uma boa pessoa, falso e imodesto. Diga que é ótimo quando fazem o que você quer; e seja coerente com seu péssimo caráter". - SANFERR, 01.09.1982

"Quem mata por vingança é juiz de sua própria condenação e assasino da sua alma". - SANFERR, 17.06.1989

"O orgulho de hoje vai se transformar em arrependimento amanhã pela conversa de ontem que não houve". - SANFERR, 25.12.1990

"Não tenha raiva hoje do seu inimigo e não critique seus erros. Amanhã ele poderá ser seu amigo e ocultar os seus defeitos". - SANFERR, 21.12.2006

"Se você espalha que o outro não vale nada, é mau-caráter, eis aí a prova definitiva que você vale muito menos ainda: é difamador". - SANFERR, 15.11.1983

"Quando falta o emprego, o homem usa o talento". - SANFERR, 27.01.2002

"O homem sem estudo, sem cultura e sem talento, carrega pedras. O outro que possui todos esses dons, ensina como carregá-las sem se cansar". - SANFERR, 18.04.1988

"Assine a obra que criou, mas não espere aplausos; e sim críticas". - SANFERR, 03.01.1985

"Se enterro muito acompanhado fosse sinal de uma boa alma, um bom defunto, diríamos o que do funeral de Jesus Cristo?" . - SANFERR, 02.11.1979

"Quem tem talento repousa na glória do saber". - SANFERR, 07.09.2001

"Procurar amigos em tempos de traição e hipocrisia é como procurar agulha num palheiro". - SANFERR, 14.06.2010

"Não se una a quem fala do próximo. O próximo da falação vai ser você assim que virar as costas". - SANFERR, 24.06.1999

"Não julgue e não condene o erro do outro antes de ter plena certeza que está seguro e firme no alto do muro; ou, então, vai tombar para um lado ou outro mais cedo ou mais tarde". - SANFERR, 17.12.2003

"A indiferença e o silêncio são provas definitivas de um amor imortal sepultado sem data definida para ressuscitar". - SANFERR, 06.08.1987

"Mulher bonita é o meu sonho de consumo e o pesadelo do meu pobre bolso". - SANFERR, 13.03.2009

"Seja corajoso o suficiente para abrir a porta para o amor; e mais ainda para fechar para a traição". - SANFERR, 28.04.1981

"Mulher é tão inteligente!... Gasta fortunas e horas arrumando o cabelo para o homem desarrumar em questão de segundos". - SANFERR, 02.10.2010

"Percebe-se a classe, o nível de uma pessoa, não pelo carro importado; e sim pela elegância e o porte do pobre". - SANFERR, 17.01.2010

"Todo gênio é considerado chato, temperamental e maluco". - SANFERR, 23.09.1986

"No silêncio de um olhar, num sorriso discreto e sincero, é que se mede a força e o poder de uma grande mulher". - SANFERR, 14.05.2009

"A minha dor não é a sua dor. Mas a minha esperança junto com a sua transformará nosso sofrimento em força para lutar  e vencer o inimigo comum". - SANFERR, 10.03.2011

"Se existissem academias para os neurônios, as de estética ficariam desertas". - SANFERR, 25.03.1984

"Não seja ridicularmente invejoso. Seja excepcionalmente inteligente, culto e talentoso". - SANFERR, 16.09.1993

"O inteligente vai à escola. O culto aprendeu na escola. E o talentoso criou a escola". - SANFERR, 21.04.1998

"A aposentadoria não é uma recompensa pelos anos de labuta; mas um agrado pelos anos de sofrimento". - SANFERR, 15.08.2009

"Quer que todos saibam um suposto segredo? Conte, em segredo, àquele falso confidente que jura que ninguém vai saber de nada". - SANFERR, 16.04.2010

"Não entregue seu desafeto aos leões. Eles podem não apreciar o sabor e lhe achar mais apetitoso". - SANFERR, 23.06.2010

"No silêncio da igreja, ore e converse com O Senhor. Ele não é surdo para ouvir e suportar seus gritos desvairados". - SANFERR, 17.12.2000

"A faculdade da vida lhe ensina e prepara. As outras só dão o diploma". - SANFERR, 07.07.1999

"Não seja um burro e alienado motorizado. Seja um inteligente capacitado". - SANFERR, 14.01.2000

     E por aí vai, amiga do Tocantins e os demais. São pensamentos escritos ao longo de minha vida.
     É isso que é bom. Ter um blog na internet que fáz com que as pessoas pensem, curtam cultura e informação, ao invés de acessar para ver o que não presta. Estou começando e só Deus sabe aonde isso vai dar. Graças à Ele (Deus) estou atingindo o meu objetivo: chamar a atenção do Brasil e do mundo mostrando meus artigos nesta coluna e no outro blog - SANFERRARTSCRIPT - meus textos, roteiros, peças, poemas, etc.
     Voltando aos pensamentos, dei uma pequena amostra do que vem por aí, se Deus assim o permitir.
     Juntamente com os pensamentos das celebridades brasileiras e internacionais, de vez em quando postarei os meus.
     Deus abençõe à todos. Acompanhem o blog, mesmo não tendo coragem de postar os comentários públicos aqui na coluna. Gosto de receber e-mails e telefonemas, SMS.

                                                                                                                                                                              SANFERR, 10.11.2011
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PELÉ, o GRANDE.






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Parabéns, SANFERRPRESS!!





ÉDSON ARANTES DO NASCIMENTO.
SE NÃO FOSSE ELE, O QUE SERIA DO FUTEBOL BRASILEIRO?


     Estamos vivenciando uma época na qual os jogadores pisam nos gramados dos estádios de futebol como se estivessem entrando numa agência bancária, mais interessados na "bola de neve" que suas contas se transformam dia após dia do que na outra - e mais importante - bola, àquela que lhes proporciona todo esse bem-estar e segurança sócio-econômica. (Hoje o must para qualquer pai é incentivar o filho a ser atleta e não doutor como antigamente). Longe estão os tempos nos quais podia-se confiar de "olhos fechados" na conduta profissional (e despretenciosa) dos jogadores, torcendo e até mesmo sofrendo - já que muitos torcedores deram a própria vida nos estádios e fora deles, assistindo pela televisão ou ouvindo no rádio, emocionados com as vitórias ou derrotas de seus times do coração, traídos e infartados por esse orgão necessário e traiçoeiro (em todos os sentidos) - pelos clubes das séries A, B (e até mesmo C), além da própria Seleção Brasileira. Confiava-se neles (os jogadores) por que sabíamos que eram "serviçais da bola", que estavam ali no campo "vestindo", literalmente falando, a camisa do clube que defendiam com garra de verdadeiros leões esfomeados por bola e não "fominhas" (?) oportunistas defendendo únicamente o valor dos seus passes. Não os futebolísticos, das jogadas sensacionais, mas os passes disputados à peso de ouro - e muitos dos quais não valem um níquel furado, a não ser na "consagração" das presepadas, palhaçadas sem pé e nem cabeça depois do gol - nos escritórios dos seus representantes, agentes. Quanta diferença do futebol-espetáculo das décadas de 50,60,70... Mais suor, sangue e sacrifício e muito, muito menos interesses pessoais, financeiros.
     Longe vai-se também o tempo de Pelé, Clodoaldo, Wilson Piazza, Bellini, Didi, Marco Antonio, Mané Garrincha, Zagallo e dezenas de outros que honraram as chuteiras que usavam dignificando o esporte nacional, exemplos de amor e extrema dedicação ao futebol-arte. Hoje (Deus que me livre!) vê-se, tristemente, é amor ao futebol-comércio, o "venha a nós o dinheiro"... (?) ... Não duvidem que vai chegar o tempo em que se ouvirá nos estádios não a vibração da torcida enchendo a boca para dar em uníssono o grito do "gol" tão esperado; mas, sim, os jogadores bradando para os cartolas "quem dá mais, quem dá mais?".
     Édson Arantes do Nascimento, o nosso querido Pelé, foi o diferencial nesta turma do antes (o bom futebol) e o depois (o futebol dólar, euro). Filho de Celeste Arantes e João Ramos do Nascimento (Dondinho), nasceu na cidade mineira de Três Corações em 23.10.1940, mudando-se com a família para Bauru (SP) em meados de 1945. A trajetória de vida dele é incrível, impressionante - tão parecida com a de vários outros atletas oriundos da periferia, de uma classe social menos favorecida - digna de ser contada e recontada mil vezes se necessário para servir (e eis aí o diferencial) de espelho, exemplo para muitos carreiristas por aí. Descoberto por Waldemar de Brito, Pelé jogou pelo Santos Futebol Clube aos 15 anos, aos 16 pela Seleção e venceu a primeira Copa aos 17 anos. Defendeu honrosamente a camisa de clubes como Bauru (1952-1956), Santos (1956-1974) e, não poderia ser diferente, chegou a Seleção em 1956 onde defendeu o Brasil durante 92 jogos, fazendo 77 gols. Em 1977, já consagrado mundialmente há muito tempo como "rei do futebol", Pelé jogou no New York Cosmos aposentando-se logo em seguida para ser Embaixador Mundial do futebol. Atualmente ele é presidente honorário  do mesmo Cosmos (EUA). Mas a estrela de Pelé não brilhou apenas (ou mais) sob à luz dos holofotes nos gramados. Sua fama e carisma o levou a descobrir um novo talento, como ator, apesar desta promissora carreira não ter decolado. Tanto no Brasil como no exterior, Pelé iluminou o escurinho do cinema em produções como Isto é Pelé (documentário), Os Trombadinhas, Pedro Mico, Fuga para a Vitória, Os Trapalhões e o Rei do Futebol, Pelé Eterno, etc. As novelas não poderiam dispensar sua "marca" no elenco - mais estelar que nunca - e ele deu o ar da graça em Os Estranhos. Com Elis Regina, em 1969, gravou também um compacto. Foi eleito em 1999 maior futebolista da história pela revista francesa France Football e o melhor do século pelo International Federatiom of Football History anda Staticts. Na política deixou sua assinatura em grandes projetos no Ministério dos Esportes (1995-1998) mas, como todos nós, sua vida não foi somente "um mar de rosas" e ele passou por alguns dissabores. O pior deles foi sem dúvida alguma assistir em maio de 2005 o filho Edson Cholbi Nascimento (Edinho) ser preso por tráfico de drogas. Edinho, assim como o pai também jogador de futebol, é filho do primeiro casamento de Pelé com Rosimeire Cholbi, com a qual teve mais dois herdeiros. Depois Pelé se casou com Assíria Lemos e vieram outros dois filhos, além daquele frutos de relações extraconjugais, como Sandra Regina, vitimada pelo câncer em 17.10.2006.
     Mesmo tendo parado há muito tempo com as jogadas inimitáveis no campo, Pelé deixou seu legado para discípulos - não tão expressivos, "reis" como ele, mas integrantes da mesma corte, "princípes" do futebol - como Kaká, Ávine, Heleno de Freitas, Raí, Carlos Norberto Deodato, Daniel Alves, Ronaldo Nazário, Adriano, Neto Baiano, Alexandre Pato, Renato Gaúcho, Ronaldinho Gaúcho, Antonio Leone, Vampeta, Zico, Sócrates, Tostão, Rogério Ceni, Elano, Roberto Carlos, Emerson Leão, Jael, Carlos Alberto Torres, Rivelino, Vicente Arenari, Rivaldo, Romário, Sapatão, Bobô, Júlio César e a nova revelação do Santos, Neymar, dentre tantas outras "marcas" que ontem, hoje e sempre transformaram o nosso futebol no (outrora?) melhor do mundo. Falando em Neymar, a promessa de (quem sabe?) um dia ser talvez o novo rei, ele mostrou bastante coerência e maturidade - mesmo sendo ainda um garoto - ao dizer numa entrevista em Tacna, no Peru, no início do ano, ao ser comparado a Pelé: "a comparação existe e acho ótimo. Mas meu pai disse outro dia que o meu estilo é mais parecido com o de Garrincha, de partir pra cima, de agredir, de driblar. Ser comparado ao Pelé é bom demais, é o melhor do mundo, mas não tem comparação. O Garrincha é mais o estilo do Neymar". Sábias palavras - e isto é tão difícil em "alguns" atletas - de quem se sente honrado ao ser comparado ao maior expoente do futebol brasileiro em todos os tempos. Hoje, meses depois, o maior artilheiro da história do Santos e recordista em números de gols, mostrando toda sua imparcialidade como soberano, revidou: "eu daria o prêmio de melhor do mundo para Neymar", sem parecer - coisa de pessoas elegantes, bem nascidas, que não estão "nem aí" para comentários pequenos - ter levado em consideração o "menino" ter se comparado a Garrincha, seu parceiro de dribles geniais. Todos nós, obcecados ou não por futebol, sabemos que Pelé e Garrincha foram (e são até hoje) mestres, "pais" do futebol tupiniquim, fazendo o torcedor vibrar quando estavam em campo. Mesmo estando no mesmo patamar de igualdade, infelizmente Mané Garrincha não soube - ou a vida não deixou, vai-se saber! - sustentar essa coroa, esse título de rei. Talvez a fama tenha pesado sobre seus ombros e - como milhões de outros homens tristes, decepcionados e derrotados (mesmo não sendo seu caso) pelo destino, entregam-se à cachaça barata - as pernas (ah! abençoadas pernas!) não tenham suportado tamanha responsabilidade. De qualquer forma, a dupla dinâmica e imbatível, o Batman e Robin do futebol, nos proporcionou momentos memoráveis que fizeram escola e jamais serão apagados da lembrança (olhem aí como o passado, a história é relevante) de quem viveu os anos dourados do futebol. (E depois tem ignorantes, desinformados de pai, mãe e papagaio, que afirmam que "quem vive do passado é museu). O passado brasileiro do maior esporta mundial teve seus dias de glória, mas, infelizmente, saímos da fase do ouro, estamos na prata e queira Deus que não cheguemos ao bronze. E sabem por que? Não se joga mais com amor, dedicação. Ridicularmente o que se vê hoje em dia são atletas (?) apostando todas as fichas (perdão, jogadas) em direção à trave que certamente os levará para o único gol que lhes interessa: sucesso, dinheiro e (sic!) mulheres. (Dinheiro é consequência para o BOM profissional, seja em que área for, mas tem-se que mostrar serviço, talento, capacidade, competência e dedicar-se de corpo e alma, não acham, excelentíssimos senhores "doutores" (?) da bola?). Ah! E também a ostentação deplorável, de péssimo tom, dos carrões, pesadas correntes e acessórios de ouro, mais reluzentes que seu (quando tem!) brilho pessoal. O símbolo máximo do "Poder", da total falta de bom gosto, do passar da classe Z para a A. (Se é que me entendem!).
     Pelé, além de rei do futebol, é sinônimo das (boas) coisas que o Brasil tem para mostrar ao mundo. Quem se habilita - ousadia suprema! - a um dia tomar esse trono?
     Au-revoir para todos que me criticam ou aplaudem. Na próxima quinta-feira, se Deus quizer, aqui estarei.Eu aqui e vocês daí. C'est la vie!

                                                                                                                                                                                          SANFERR. 03.11.2011

a ESFINGE:
     "Se com a morte vamos partir para a casa de Deus, nosso Pai e Amigo, vivendo no céu as maravilhas contadas em prosa e verso, por que o medo de ir? O choro de quem fica? Não confiam na fé que alardeiam aos quatro ventos?"

                                                                                                                                                                                                     
                                                                                  SANFERR,02.11.2001

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

APLAUSOS! APLAUSOS!




                                               CÁSSIA KISS MAGRO,
                  A AULA-SHOW DE INTERPRETAÇÃO DE UMA PROFESSORA
                                               NA VIDA E NO PALCO.


     Assistir televisão no canal aberto, uma das raras - junto com a praia, o passeio público e a "pipoca" no carnaval - diversões do pobre e assalariado, já se tornou um hábito cultural de nosso povo e, mais ainda, um prazer quando as emissoras nos presenteia com uma programação de qualidade, a qual, além de entreter, nos informa e fáz pensar. Com produções bem escritas e produzidas direcionadas a uma classe que não tem acesso fácil - ou, por comodismo, falta de interesse, não quer ir - aos bons espetáculos teatrais, óperas, ballet, concertos e museus, a televisão brasileira é considerada (e premiada!) uma das melhores do mundo. Geralmente, para atrair patrocinadores e público, tais produções escalam um elenco "estelar", grandioso; e grandioso não apenas em excesso de personagens, mas, sim, no nível, na categoria de astros e estrelas consagrados, os quais tem talento, competência e experiência de sobra para transformar pequenos e (aparentemente) insignificantes papéis em atuações inigualáveis, magistrais. Sem dúvida alguma, o Brasil é um verdadeiro celeiro de bons atores. Intérpretes com tarimba suficiente para dar vida, fazer crescer àquele personagem que desde a sinopse tinha tudo para ser apenas mais um inexpressivo coadjuvante do coadjuvante. Personagens irrelevantes que à princípio, na estréia, o telespectador - cada vez mais curioso e antenado com o meio artístico - pergunta-se ao se deparar com um grande ator ou atriz desempenhando tal papel: "mas por que esse(a) artista tá fazendo isso?" Foi justamente o que aconteceu há pouco tempo na novela "Morde e Assopra", da TV Globo, com o personagem Dulce interpretado (e defendido com garra) competentemente pela genial atriz Cássia, antes somente Kiss e agora, de uns tempos para cá, Magro. Só no sobrenome, já que, diga-se de passagem, o show de representação (ou viver o papel, como queiram) que ela deu em cada capítulo transformou Dulce em "galinha gorda e dos ovos de ouro" numa trama com enredo simples e de certa forma previsível no desenrolar das estórias paralelas. A maioria dos personagens do folhetim global que chegou ao the end na semana passada, um tanto quanto caricatos, burlescos, foram representados por atores escolhidos à dedo, dirigidos com maestria e perfeição, seguindo a tradicional receita da boa e velha comédia de costumes. Mesmo distante de ser uma (quase) reencarnação de cueca da inimitável Janete Clair, Walcyr Carrasco mais uma vez deu conta do recado e soube criar situações no tom e ritmo exato do dramalhão (bem diferente do mexicano, graças à Deus!) em meio a tantos conflitos (?) e cenas nas quais a gargalhada do telespectador sempre era a reação mais provável.
     Cássia Kiss Magro, decididamente, foi o grande diferencial num elenco gabaritado e "Dulce" o divisor de águas na sua vitoriosa carreira, fazendo-nos sepultar definitivamente qualquer recordação (in memorian) de Lulu ou Adma. "Marcas" como Elisabete Savalla, Walderez de Barros, Ary Fontoura, Adriana Esteves, Marcos Pasquim, Mateus Solano, Flávia Alessandra, Paulo Goulart, Cissa Guimarães, Marina Ruy Barbosa, Carla Marins, Nívea Stelmann, Luís Mello, Paulo José, Emiliano Queiróz, Narjara Turetta, Vanessa Giácomo, André Gonçalves, Jandira Martini, Carol Castro, Suzy Rêgo, Paulo Vilhena e tantos outros deram conta do recado, mas nenhum desses mestres da arte de representar foi páreo para Cássia. Madura, segura de si e com total domínio cênico, Cássia roubava naturalmente, sem grande esforço, o brilho da performance de quem estivesse contracenando com ela e soube conduzir com uma realidade impressionante os momentos de angústia, decepção e dor de sua Dulce. O tom de voz, a postura e o olhar tornaram-se aliados de Cássia para compôr um dos melhores personagens já vistos na teledramaturgia brasileira nos últimos tempos, competindo de igual para igual com outros que marcaram época, a exemplo de Odete Roitmann (Beatriz Segall, Vale Tudo), Idalina (Natália Thimberg, Força de Um Desejo), Nazaret (Renata Sorrah, Senhora do Destino), Odorico Paraguassu (Paulo Gracindo, O Bem Amado), viúva Porcina (Regina Duarte, Roque Santeiro), Clô Hayalla (Tereza Raquel, O Astro), Maria de Fátima (Glória Pires, Vale Tudo), Leôncio (Rubens de Falco, Escrava Isaura), Salviano Lisboa (Lima Duarte, Pecado Capital), Perpétua (Joana Foom, Tieta do Agreste), Júlia Mattos (Sônia Braga, Dancing Days), Carmem (Lucélia Santos, Carmem), Juma Marruá (Cristiana Oliveira, Pantanal), Timóteo (Bruno Gagliasso, Cordel Encantado), Ana Raio (Ingra Liberato, Ana Raio e Zé Trovão), Lampião (Nélson Xavier, Lampião e Maria Bonita), Léo (Gabriel Braga Nunes, Insensato Coração), Isaura (Lucélia Santos, Escrava Isaura) e por aí vai a lista, uma pequena amostra grátis, desta mágica e deliciosa mistura de ficção (grandes personagens) com o mundo real (grandes atores). Cássia Kiss Magro, ao dar voz, corpo e sentimentos a Dulce, abriu caminho para sua (será?) irmã-gêmea Griselda (Lília Cabral, Fina Estampa), só que esta tem o "couro" mais duro - e é dura! - não se deixando abater, sofrer, com as maldades do ser humano. Cássia, numa composição e interpretação digna do Oscar, fez escola e mostrou o que é interpretar, "viver o personagem", para um grupo (nada seleto) de "atores carreiristas" que só querem aparecer na mídia, ganhar dinheiro, esquecendo-se de uma regra fundamental nesta e em qualquer outra profissão: talento não é para quem quer, mas para quem tem.
     E pensar que nada foi fácil na trajetória de vida, no início de carreira desta grande e imprescindível mulher e atriz. Ao contrário de umas e outras por aí (as carreiristas), verdadeiras beldades que se acham o que não são, nunca foram e jamais serão. (Vão ser "normais", bater ponto num trabalho comum, sem o glamour dos holofotes, mas digno!). Confiam demais no corpo escultural, no rostinho gracioso e esquecem do preparo artístico, intelecto-cultural para se tornarem (boas) atrizes.( A era do curso Jayme Barcellos já era mesmo e nem toda hora surge uma Glória Pires). Cássia nasceu em Uberaba em 06.01.1958, descendente de húngaros e foi casada duas vezes. A primeira com João Alberto Fonseca com quem teve dois filhos: Joaquim e Maria Cândida. Depois se uniu a Sérgio Brandão e desta união teve mais dois herdeiros, Pedro Gabriel e Pedro Miguel. Atualmente - daí o novo sobrenome - está casada com o psiquiatra João Baptista "Magro" Filho, seu parceiro e amigo leal, o qual a ajuda no tratamento da bulimia e transtorno bipolar. Desde que chegou ao Rio aos 16 anos, Cássia passou pelas piores provações que a vida pode impôr a uma pessoa. Vendeu sandwiches na praia e quando as vacas estavam magérrimas trabalhou na cozinha de um restaurante (pasmem!) em troca de comida e dinheiro para o transporte. (Como a vida dá voltas, hein!). Mas, como diz o vox populi, "nada como um dia após o outro" - e o talento no meio para ajudar! - e logo Cássia recebeu convite da TV Bandeirantes para atuar na novela "Cara a Cara". O ano era 1979, início de uma nova era para esta guerreira obstinada que sabia aonda queria chegar quando deixou a Faculdade de Matemática para se dedicar a arte. Dois anos depois ela se mudou com "a cara, coragem e muito talento" na bagagem para a cidade maravilhosa, sendo recebida de braços abertos pelo Cristo Redentor. Destino: TV Globo, 1983, estreando num Caso Especial, o qual serviu de trampolim para a minissérie "Padre Cícero". Wolf Maya, expert em descobrir novos talentos, não iria desperdiçar um assim e logo Cássia "bateu ponto" na novela "Livre para Voar". Depois das portas devidamente escancaradas para a nova revelação (quem tem mesmo talento logo é descoberto, reconhecido) e a "bacia do sucesso" entornou de tão cheia: Roque Santeiro, Brega e Chique, Vale Tudo, Barriga de Aluguel, Pantanal, Fera Ferida, Por Amor, Pecado Capital (remake), Porto dos Milagres, Esplendor, Sabor da Paixão, Escrito nas Estrelas, Morde e Assopra, sem contar os inúmeros Especiais e seriados. No cinema, seu talento iluminou ainda mais o escurinho das salas em filmes como Memórias do Cárcere, Ele o Boto, O País dos Tenentes, etc.
     "Quem tem mesmo talento logo é descoberto, reconhecido"... Ao contrário dos falsos talentos, arranjados e fabricados, os quais não se perpetuam, explodem (com direito a fogos de artifícios) apenas na ilusão dos quinze minutos de uma fama tão falsa como as congratulações dos invejosos, ruindo como castelo de cartas logo depois, mergulhando para sempre no mar do ostracismo. Assim como centenas de outras mulheres, Cássia Kiss Magro é, realmente, imprescindível, necessária na profissão que escolheu para brilhar. E encantar.
     Au-revoir para todos que me criticam ou aplaudem. Na próxima quinta-feira, se Deus quizer, aqui estarei. Eu aqui e vocês daí. C'est la vie!

                                                                                                                                                                          SANFERR, 27.10.2011

a ESFINGE:
     "Fala-se em Deus com tanta facilidade, mas na hora de fazer o que Êle nos pede, coloca-se tanta dificuldade".

                                                                                                                                                                          SANFERR, 26.08.2010

de SANFERRPRESS para todos os leitores e colaboradores (patrocínios e doações):

     Muito obrigado a todos! Se eu já sabia, tenho provas documentais da repercussão que esta coluna está tendo dentro e fora do Brasil, para quem duvidar que um blog com apenas 01 (hum) ano de existência já conseguiu credibilidade em todas as esferas da sociedade. O segredo - além de botar os neurônios para funcionar, correr atrás de entrevistas, pesquisar, dar o melhor de si - é a simplicidade da home-page, sem nenhum exagero no design, na diagramação, mas, graças à Deus, bastante conteúdo cultural, informativo, estilo próprio e conhecimento da vida das personalidades aqui retratadas. Depois do artigo da semana passada - sobre a ex-Secretária de Estado (EUA) Madeleine Albright - fiquei ainda mais satisfeito, recompensado e feliz ao saber que meu trabalho como colunista independente (aqui na internet) está acontecendo do jeito que eu previ que aconteceria. A caixa de entrada do meu email público (e até mesmo o privado, apenas para os amigos íntimos) ficou cheia de tantas mensagens à favor e contra o artigo. Bom, excelente! Meu objetivo, graças à Deus, está aos poucos sendo alcançado: chamar a atenção, mostrar o que um colunista autodidata é capaz de fazer. Isto prova que, além de homenagear uma grande e "imprescindível" mulher (Madeleine), levando informações sobre sua trajetória pessoal e profissional para quem não sabia, também causei polêmica. As opiniões se dividiram. Quem é esclarecido - gosta do hábito da leitura e aprofunda-se nele, nem que saiba devorando as incompreensíveis palavras de uma "bula" de remédio (se é que me entendem!) - entendeu o texto e soube logo de cara que eu estava apenas elogiando as mulheres que não nasceram, vieram ao mundo apenas "à passeio", esperar marido, casar e ter filhos. Querem muito mais que isso. Talentosas e competentes, fizeram (ou ainda fazem) algo de aproveitável nas suas vidas, criando seus projetos relevantes, deixando suas marcas para a posteridade. Deram ou continuam dando orgulho para seus companheiros, os amigos e a família. Já quem não entendeu - ou simplesmente gosta de criticar sem conhecimento de causa, sem capacidade para ler nas entrelinhas e julgar adequadamente, sábiamente - levou "a carapuça" (palavrinha chula, deselegante!) e se enquadrou no bloco daquelas que não estudam, não lêem, não se informam e, consequentemente, não crescem na vida fazendo a própria estória de sucesso e reconhecimento, seja em que área for.
      Sem a mulher não existiríamos, óbviamente. Mas - pensem, botem os neurônios para funcionar, minha amigas - existiu Eva e Maria Santíssima. Uma destruiu, derrotou, humilhou, envergonhou o homem. A outra, sábia e inteligente com os dons que lhe foram dados pelo Espirito Santo (assim como todos os talentos), honrou, dignificou e deixou seu nome para a eternidade, com um trabalho (esposa, mãe e criatura) glorificado na terra e no céu.
     Qual destas duas mulheres, minha amiga, você quer se tornar?
     Trocando de assunto, desejo muitas M... para a belíssima, talentosíssima, alegre e queridissima Claúdia Raia, que estréia o espetáculo "Cabaret" em São Paulo.
     Claúdia foi a homenageada da coluna no último dia 11 de agosto. Sucesso!
     E, por outro lado, meus pêsames à família Telles Velloso pela perda de Eunice (Nicinha).

                                                                                                                                                                                 SANFERR, 27.10.2011

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