quinta-feira, 12 de abril de 2012

DOUTOR DAS LETRAS E SEM DIPLOMA




MILLÔR FERNANDES.
SUA (SAUDÁVEL) ARROGÂNCIA COMO AUTODIDATA ARRASAVA
COM A ARROGÂNCIA (DOENTIA) DE MUITOS PROFISSIONAIS...
APENAS NO DIPLOMA, NÃO NO TALENTO!


     "Mentiroso!", "Maluco!", "Sem noção!"... E por aí vai o rosário infindável de adjetivos (?) que a classe proletária, menos favorecida - a qual, infelizmente não por culpa deles, mas do sistema sócio-educacional deficitário de nosso país - sabe "homenagear" (com visível despeito, inveja e vontade de exterminar... o talento) àqueles que são predestinados pela inteligência e cultura; àqueles que - repetindo o chavão da própria classe operária, braçal - pediram para "ter inteligência e passaram na fila mil vezes"... Se este homem (anos-luz adiante de seu tempo e da total mediocridade que reina absoluta) - hoje (merecidamente) retratado e (tardiamente) homenageado aqui na coluna - graças à Deus vista em todo mundo, segundo dados comprobatórios que recebo, além de SMS, telefonemas e e-mails - já que não terá o prazer (ou desprazer, nunca irei saber) de ler este artigo - com olhos de águia para vislumbrar (eu disse vislumbrar e não advinhar, já que ele foi tudo na vida, menos mago, néscios de plantão!) o futuro, tivesse sido apenas mais um cidadão (gado) e não o genial idealizador, criador e escritor que foi (vaqueiro), seria assim pejorativamente classificado ou desclassificado pela turba ensandecida, movida por uma raiva doentia por quem sabe mais. Nós, do povo, da classe operária e braçal, parecemos só ter um triste e desinteressado objetivo na vida que é acordar - mesmo sem abrir os olhos para um futuro melhor - levantar para o mesmismo, repetindo-nos no comportamento, no que se usa, diz ou fáz... Quando se é mais do que - segundo a lei da tribo chamada vulgaridade - se acha (?) que deve ser, se é crucificado desta forma: mentiroso, maluco, sem noção. (Como se quem não fizesse nada para marcar sua passagem pela história não fosse tudo isso!). É crime hediondo, inafiançável, de lesa-majestade (do trono da ignorância?) caminhar dois passos adiante do bloco do "maria vai com as outras", do "unidos venceremos". Claro que este "unidos" é salutar quando a união fáz a força para o crescimento e engrandecimento do bem comum da sociedade.
     Só que - no caso deste cidadão de múltiplos (e autodidáticos) talentos - talvez realmente algumas estórias (mirabolantes) não tenham sido bem, digamos, vivenciadas com legitimidade, merecendo ele este título - mentiroso - nada lisonjeiro. (Mas quem mente são Pessoas. Gente inventa, cria, "doura a pílula", "enfeita a verdade"). Estórias tipo àquela que ele dizia ostentar o título de vice-campeão de pesca de atum, mesmo nunca tendo se aventurado a fisgar uma sardinha sequer. Outra famosa, inteligente e criativa "invenção" do nosso genial contador de estórias, consta que, em 1953, estando ele com amigos à bordo de um navio pesqueiro na Nova Escócia, gabava-se: " Era um campeonato mundial. Tiro de canhão, nós em alto-mar até o pôr do sol e nada. Por sorte só a Argentina pegou um peixinho. Os outros 31 países foram declarados vice-campeões"... (?)... Estórias mil, cabeça genial (e fantasiosa) também à mil... Diz um pensamento de minha autoria que "quem não nasceu para criar e mandar, tem mais é que observar, obedecer e carregar", então... (Se é que me entendem!).
     Seu nome era - já que o Brasil e o mundo dos diplomados e autodidatas competentes em todas as áreas, principalmente na literatura, nas artes, no humor, na dramaturgia, o perdeu no final do mês passado - Milton Fernandes até completar 18 anos quando precisou ir ao cartório para tirar a cópia da certidão de nascimento para fazer a carteira de identidade. Um dia fatídico - no caso dele para o bem - que ficou para sempre marcado em sua memória (e especialmente no nome), já que por conta da mão trêmula do escrivão, seu nome virou Millôr. A barra do T havia se transformado num acento circunflexo e o N final se tornara R. Como (ainda) era o tempo das vacas magérrimas e alterar o documento lhe custaria 300 contos de réis, Milton decidiu não gastar o que não tinha e usar por toda a vida a tremedeira do escrivão à seu favor, como simplesmente (e talentosamente) Millôr. Millôr Fernandes. O CARA com nome e sobrenome devidamente (re)batizado pelo destino.
     A vida de Millôr foi, com todo respeito ao mestre e exemplo máximo, uma sucessão de erros e equívocos. Começou bem lá atrás, antes do treme-treme do escrivão, quando - coincidência? - outro funcionário público dos registros (ou não seria dos descuidos funcionais?) errou (de novo?) a data de seu nascimento. Oficialmente ele abriu "os olhos para o mundo" em 27 de maio de 1924, mas - e na vida deste sujeito sui generis, ímpar, inigualável, incomparável e inimitável, sempre teve um "mas" - o certo seria constar a data de 16 de agosto de 1923 nos seus documentos. Dizem - tratando-se de sua história de vida tão surpreendente, nunca se poderá saber ao certo - que os pais dele demorou a registrar o menino, o qual futuramente registraria com letras de ouro as mais belas e interessantes estórias que seu talento lhe incentivou a criar. Realistas ou fantasiosas, sem limites entre o SER e QUERER SER, produzidas por sua mente criativa e - por que não? - maluquíssima. Um grande homem - que não o foi apenas por sua identidade sexual, mas, principalmente, a sensorial (?) - que saiu do Meyer, no subúrbio carioca, para ser reconhecido internacionalmente. Coisa que Millôr nunca deu importância, já que não correu atrás do mundo como muitos que não são metade do que ele foi, fazem; mas foi o mundo que correu atrás dele quando, depois de muito batalhar, se mostrar e provar seu potencial, todos tiveram de se ajoelhar - rendendo-se ao seu excepcional talento autodidata - e rezar aos pés de "Santo Millôr". O deus de todas as criações e artes - "arteiro" e artista como sempre foi - desde a tradução, passando pelo humorismo, jornalismo (onde deu show sem diploma), escritor e dramaturgo, sem falar nos pensamentos que escrevia ao longo da vida, pertinentes e polêmicos até os dias atuais. (Mordam-se, detratores de Millôr, o show!). Tão atual (e vital) que Milton vivia além do seu tempo, mas com os pés no presente. (Os "mas" da vida do Millôr que nasceu Milton). Tanto que nos últimos tempos - se adequando a tecnologia moderna e querendo chegar aos quatro cantos do mundo com a velocidade do som - criou um blog (colega, hein!) que fazia o maior SU... (salve, salve, mestre Ibrahim Sued). Sabia - como poucos o sabem - encantar, polemizar e direcionar as pessoas para um tema considerado por muitos chato e sem valor (?): a leitura. O pensar, criar e discutir idéias. (E pensar que a mediocridade reina absoluta por falta de leitura, ou seja, cultura). E, no caso de Millôr, idéias nunca lhe faltou. Entenda-se, pelo amor de Deus, que estudo é uma coisa e cultura outra, por mais que se diga o contrário. Um se aprende na escola e o outro no dia-a-dia; desde quando a Pessoa que quer se tornar Gente - como fez Milton (povo) que virou Millôr (personalidade) - se interesse em aprender.
     "Centro da cidade era coisa remota" - disse há muitos anos numa entrevista o ex-suburbano, depois já devidamente hospedado, admirado e reverenciado na burguesa zona sul dos ricos, famosos, falidos, dos bem (e mal) quistos na sociedade - "aprendi a nadar nos valões em dias de chuva. A vida era mergular e apanhar rãs". (Que horror!). E o que mais poderia se esperar de um menino pobre que o destino primeiro quis castigar, fazer sofrer na pele e na alma as agruras da vida para depois - e só bem depois - abraçar e adular?... A sua trajetória de vida é típica de quem nasceu predestinado a ser alguém e passou por todas as provas físicas, emocionais e sociais que aquele que não é "alguém" passa. Uma estória digna de um folhetim: o pai, um espanhol conhecido como dom Paquito, morreu aos 36 anos. A mãe (personagem mais clássico não poderia haver neste melodrama à la Janete Clair) decidiu costurar para sustentar os quatro filhos. Morreu quando Milton tinha apenas 10 anos. Pouco tempo depois, aos 14 anos, o menino-visionário conseguiu emprego na revista O CRUZEIRO (por que não reeditam?), na qual o tio Viola - com cara de pandeiro furado - trabalhava. Com um talento que, mesmo inconscientemente, arrasava com os antigos funcionários da revista, Milton desenhava, fazia paginação e redigia brilhantemente. (Coisa que os adolescentes de hoje não fazem nem mal. Claro que nem todos, óbviamente!). Quando recebeu o primeiro aumento de salário, foi morar numa pensão na Lapa. Nesta época conheceu um dos futuros grandes nomes da MPB. Na mesma entrevista, contou Millôr: "Um dia um mulatinho entrou querendo se apresentar (oferecendo-se) na Rádio Tupi". O "mulatinho" era simplesmente - e talentosamente - Dorival Caymmi. Em 1944 levou a revista O CRUZEIRO ao patamar de maior sucesso editorial da época: 750 mil exemplares. Apesar de - sempre teve esta opinião (está lá na entrevista) - manter-se cético com relação ao jornalismo. Comentou às gragalhadas: "Outro dia uma repórter me ligou para saber o que eu andava lendo. Almanaque Capivarol, respondi. Ela pediu para soletrar!"...
     Este era - e sempre será Milton "Millôr" Fernandes, o gênio que veio lá de baixo, do submundo da sociedade, para brilhar, ser admirado e respeitado por seus textos nas  altas rodas por Gente de cultura. E seus críticos, detratores, àqueles que costumam (querer, sem conseguir) ridicularizar - como se tivessem competência para isso - quem veio ao mundo parar ser o que eles nunca serão? Que, lógicamente, o criticavam por "sonhar alto demais", diziam que ele nunca chegaria lá? Aonde estão agora? No Olimpo dos notáveis? Quem são? Tem seus nomes nas placas de ruas, praças e avenidas? Com o fruto de seu trabalho exposto para sempre a observação pública e mundial? Ou afogados no mar da mediocridade, insignificância e falta de valor (criativo) de sua inexpressiva passagem pela Terra? Assim como tantos outros criticados, Millôr fez escola, foi mestre e doutor na faculdade do autodidatismo, onde o único gabarito necessário para ser aprovado é o talento. Sua vida (sofrida) não foi à toa, em vão, como a maioria. Ao contrário, ele nos deixou um legado de criações, textos e obras que se perpetuarão na memória de várias gerações. Ele sabia do que era capaz e isto incomodou bastante. Daí a sua (saudável) arrogância literária e artística. (Sem falsa modéstia!). Ele sabia, dizia que era e provava ser bom, excepcional, maravilhoso e genial no que fazia; porisso foi tão invejado, um pouco perseguido e muito imitado. Mentiroso? Não, CRIADOR. Maluco? Não, VISIONÁRIO. Sem noção? Não, AUDACIOSO.
     Au-revoir para todos que me criticam ou aplaudem. Na próxima quinta-feira, se Deus quizer, aqui estarei. Eu aqui e vocês daí. C'est la vie!

                                                                                                                                                                                RENÉ SANFERR, 12.04.2012

a ESFINGE:
     "Não se iluda com os afagos daquele que se diz por você estar interessado. Á luz do dia, com um largo sorriso de falso, lhe pede que faça do outro idiota e palhaço. Mas, o que ele quer é deste outro saber o que fáz e os passos, pois é por ele que o coração bate apaixonado. Sem nem desconfiar, na calada da noite, quem vira idiota e palhaço é você por dos abraços dele gostar e confiar em alguém que só quer ganhar o que você paga para dar".

                                                                                                                                                                                 RENÉ SANFERR, 09.04.2012

de SANFERRPRESS para todos os leitores e colaboradores (patrocínios, doações):

     Deus nos deu o direito à vida e todos nós, Gente ou Pessoas, com ou sem títulos, poder, temos o dever de preservá-la, aceitando dignamente o que Êle quer fazer em nossas vidas.

                                                                                                                                                                                 RENÉ SANFERR, 12.04.2012


"Tem Gente que nasceu para quando morrer ser nome de praça e Pessoas que em vida dão o nome na praça". - SANFERR, 24.09.1989

"Felizardo é o autodidata que pode voar alto sem as asas do diploma". - SANFERR, 23.08.1989

"Quem sabe aonde tem o nariz, desenha o preto no branco para quem não sabe conseguir entender o que ele diz". - SANFERR, 09.12.2001

"Eu não preciso e nem quero ser simpático. Quem o tem de ser é o meu trabalho, o qual, por mais que alguns digam ser deficitário, é reverenciado, admirado e simpático aos olhos de quem interessa". - SANFERR, 12.12.2010

"Quando disserem que seu trabalho não é bom, mande fazer melhor, se for capaz". - SANFERR, 11.02.1987

"O estudo é dever de todos e o autodidatismo um direito de poucos". - SANFERR, 20.03.2004

"Não abandone o verdadeiro amigo que lhe deu uma mão, pois com certeza você vai encontrar o falso que lhe cutará com os dois pés". - SANFERR, 30.05.2010

"Quem escreve planta para o futuro. E quem lê colhe apenas no presente, já que o texto é imortal e a memória morre". - SANFERR, 19.09.1984

"Tem seu valor o homem competente, imodesto e antipático, do que o incompetente, modesto e carismático". - SANFERR, 17.08.1989

"Com o talento exposto na praça, quem hoje não tem NADA é só uma questão de TEMPO para ter TUDO ao seu bel-prazer e gosto". - SANFERR, 14.12.2010

"Não mostre hoje o que tem ou então vai amanhã pedir vintém. Esconda hoje seu tostão para amanhã vê-lo virar milhão". - SANFERR, 17.10.2000

"Ter cultura não é apenas se expressar bem em várias línguas. Lembre que também por lá tem muitos que por não ter cultura não sabe se expressar". - SANFERR, 29.01.1987

"Me ache antipático, me odeie, fale mal de mim. Mas seja simpático e não deixe de falar de mim, pois o ruim será você fingir que vai me sepultar no esconderijo dos seus piores sentimentos." - SANFERR, 13.09.2004

"O que é moda se vem um idiota e diz que passou? Daí há pouco aparece um imbecil e afirma que voltou? Moda é seu estilo combinado com sua personalidade". - SANFERR, 17.02.2001

"Na vida não queira ser o leitor, mas sim o escritor". - SANFERR, 10.04.1989

"Se você tem talento, não perca tempo em se apressar. Mais cedo ou mais tarde o reconhecimento chega para quem não tem, quanto mais para quem tem e dia após dia vive a mostrar". - SANFERR, 06.09.2011

"Fale de menos e escreva demais, pois o que você falar ninguém irá se lembrar por mais que se queira, enquanto o que escrever irá se perpetuar, quer queiram ou não". - SANFERR, 18.05.1999

"Os anos de anonimato são poucos para quem vai deixar por muitos séculos tudo que for capaz de criar". - SANFERR, 19.02.2011

"Tire a camisa do corpo para aquecer um inimigo. Mas não se dispa diante de um amor falso e bandido". - SANFERR, 20.02.1990

"O que é o marketing senão uma grande mentira repetido mil vezes e que se torna verdade?". - SANFERR, 19.11.2011

"A maior prova que crêmos em Deus e realmente temos fé, não é quando o céu é de brigadeiro. Mas, sim, quando a tempestade se forma no horizonte e enfrentamos fortes turbulências dentro desta aeronave desestabilizada chamada Vida. Nestes momentos cruciais só enxergamos a luz do luminoso avisando para apertar o cinto e se entregar, total e confiantemente, nas mãos do Comandante que é o próprio Deus". - SANFERR, 02.07.1997

"Vitorioso é aquele que anda na contramão da vida, nada contra a correnteza, se expões as tempestades de infortúnios e no final, acha o caminho certo, chega á terra firme, são e salvo, sem um pingo da chuva da falta de sorte que foi sua vida". - SANFERR, 22.02.2011

"Se mede a dignidade e altivez de um homem, quando o fundo do poço no qual ele se encontra é tão fundo que não se pode ver a sua cabeça erguida". - SANFERR, 15.09.2002

"Não critique o outro de barriga cheia, pois, nas voltas que a vida dá, com certeza amanhã o criticado será você quando estiver com sua barriga vazia". - SANFERR, 18.01.2001

"O que se fala não se escreve. Mas o que se escreve sempre é falado". - SANFERR, 31.05.1992

"Apague tudo o que você ouviu falar de uma pessoa e comece a escrever tudo que está vendo agora". - SANFERR, 23.09.2005

"Não desmoralize ninguém pela internet, pois esta desmoralização, ao contrário do que você deseja, pode se transformar em divulgação e fazer do ninguém alguém". - SANFERR, 10.04.2012

"Pessoa burra que anda rindo à toa, é por que sabe que se abrir a boca para falar, vai provar que é mesmo um à toa". - SANFERR, 19.02.2001

"Não pense que a porta que a dor necontrou aberta para entrar na vida de quem você não gosta, vai estar fechada na hora da sua dor. Mesmo que você tranque à chave, a mesma dor vai lhe encontrar pulando a sua janela". - SANFERR, 17.07.1983

"Humilhação é mulher velha ir alegre comprar presente para rapaz novo em troca de companhia e prazer, sem se dar conta que o maior prazer para ele é fazer gozação quando ela está ausente e ele longe de sua triste companhia". - SANFERR, 18.02.2012

"Mexer em máquinas modernas é fácil. Dificil é mexer com a mais antiga: o cérebro". - SANFERR, 09.09.2004

"A diferença entre o trabalhador e o escritor é que até deitado o segundo fáz um trabalho de primeira". - SANFERR, 17.09.2000

"Ridiculo é querer criticar um livro quando somos ridicularizados por não saber escrever uma página sequer". - SANFERR, 19.03.2001

"Todos são ladrões e assasinos diante de Deus, pois roubam e matam diáriamente a honra e moral alheia". - SANFERR, 13.05.1985


                                   Pensamentos selecionados do meu caderno especialmente em homenagem ao inimitável MILLÕR FERNANDES.

                                                                                                                                                                                            RENÉ SANFERR, 12.04.2012


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quinta-feira, 5 de abril de 2012

A FÉ VIVIDA NO ÍNTIMO, E NÃO ALARDEADA.



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Parabéns, SANFERRPRESS!!






BEATO RAFAEL ARNÁIZ BARÓN.
ESTE, SIM, SENTIU NO CORPO O PESO, A DOR E A AGONIA DA CRUZ.


     Nestes dias que estamos vivenciando - o ideal não seria meditando? - uma pergunta nos vem à cabeça: "quem é Deus?"... Deus - assim como nos ensina a Bíblia - é o Ser Supremo, Criador do Universo, do Homem e de todas as coisas. Mas, e quem somos nós? À princípio, segundo novamente a Bíblia, somos como a imagem e semelhança de Deus, criados para o bem e não o mal... "A existência de Deus é um postulado", acreditamos. Ele não precisa ser demonstrado com base na lógica humana. "A existência de Deus não precisa ser provada", nos foi ensinado por milênios. (E assim o deve ser). O Todo-Poderoso é Espirito infinito e temos a obrigação de "acreditar com convicção mesmo naquilo que não se vê" (Hb 1, vs 1-1). Mas, enfim, e nós, seres humanos? O que realmente somos? Somos dignos de confiança em nossas crenças? A nossa fé é rocha ou ventania? Ao longo dos séculos, homens e mulheres Santos - e, irmão protestante (mesmo àqueles que estudaram Teologia e fingem não saber), vocês discípulos de Martinho Lutero, santo quer dizer "seguidores, tementes e obedientes ao Senhor" chegando ao ponto de entregar a própria vida por este amor infinito - deixaram evidente que são uma fortaleza, uma pedra de fé firme, indestrutível e inabalável. Falsa fé é como areia na praia. Mas, a verdadeira... Esta é como procurar agulha num palheiro.
     Moiséis, àquele homem de Deus, de fé extremada, lá do Antigo Testamento, nos deu o maior exemplo disto que falamos e pregamos nos cultos e Missas, mas o coração não escuta: fé. E ele viveu a fé no sentido radical da palavra. Adotado por Hatshepsut, princesa egípcia do tempo dos faraós, que mais tarde se tornou uma das rainhas mais poderosas de sua terra, talvez até mais que Cleópatra e Nefertiti, governando o Egito de 1502 a 1482 aC. Moiséis nasceu em 1526 aC, mesmo ano da morte do faraó Amenotepe, o qual foi sucedido no trono por Tutmose I (1526-1512 aC), um plebeu que tinha se casado com a irmã do rei. E Tutmose I foi pai de Hatshepsut. Ora! Com toda essa biografia "real", esse histórico de vida, Moiséis poderia ter seguido o exemplo de seus ancestrais e adorado falsos ídolos, o que não aconteceu. Para quem lê a Bíblia - ou, ao menos, se interessa em pesquisar fatos históricos, para não nadar, nadar e morrer na praia da ignorância, banhando-se (prazerosamente) no mar da falta de cultura - Moiséis se distanciou do mal (a corte) para seguir o bem (Deus). Mas, seguir mesmo, não fingir. E por esta lealdade, digamos - me perdoem a expressão - "canina", ele se tornou o que todos nós sabemos: a voz de Deus para o povo hebreu.
     Moiséis, óbviamente, não foi o único "temente e obediente ao Senhor". A história da civilização nos revela que outros o precedeu e sucedeu. Pessoas que foram em vida consagradas a Deus. Ele ouviu o chamado do Altíssimo, separando-se da corte da perdição, consagrando-se inteiramente a Deus e abstendo-se de tudo que era impuro, idólatra e imperfeito aos olhos d'Êle. Moiséis, se vivesse hoje entre nós, nos libertaria do Egito. Não daquele Egito realeza, dos faraós. Mas do Egito dos vícios e modismos, da total ignorância teológica, das falsas religiões e seitas, da perseguição, inveja, ódio, vingança e, principalmente, da morte moral; todos estes males que assolam nossos dias do mesmo jeito que todas as pragas enviadas por Deus ao povo egipcio há mais de três milênios. Tanto Moiséis como outros Santos atenderam o chamado do Senhor, despidos de orgulho; o mesmo orgulho que hoje parece ser natural naqueles que são chamados para a vida religiosa, achando-se "diferentes" dos demais por essa benção, acima do bem e do mal... (?)... A vida deles não foi nada fácil, justamente por terem sidos os "escolhidos", os "previlegiados" pelo Senhor Deus para atingir o maior objetivo de suas vidas que era beber o vinho (nada doce) das provações terrenas, até atingir a santidade. Acompanhando a vida destes predestinados, temos a nítida impressão que Deus gosta de quem bebe no cálice do próprio holocausto aqui na terra para depois, então, embriagar-se das bem-aventuranças celestiais.
     Um que abandonou os bens materiais - assim como tantos outros - para se entregar de corpo e alma em total dedicação ao amor de Deus, foi o beato Rafael Arnáiz Barón. Assim como Moiséis, foi criado para ser rei (do mundo), tinha todos os bens (materiais), mas buscou o único bem que agrada a Deus: o espiritual. Rafael abriu mão do luxo, poder e glórias terrenas, para tornar-se súdito e servo de Deus. Aos olhos dos ignorantes, céticos e ateus - que não enxergam nada, a não ser o óbvio (?) da vida palpável - Rafael veio para ser um vencedor (como tem muitos hoje que se acham, mas nem imaginam que vão PERDER e muito), vitorioso e morreu crucificado no fracasso, derrotado pelas ideologias mundanas. Rafael - na visão consumista, capitalista e imediatista - pode, sim, ter sido um perdedor no mundo que pisou (a Terra da falsidade, da hipocrisia, das ilusões), mas vencedor, vitorioso e admirado no reino que o abraçou como filho bem-amado (o Céu), depois de ter feito a escolha de seguir pelo caminho mais difícil: a pobreza. Tanto no Antigo Testamento (Moiséis) como na recente história da Igreja (Rafael), vemos estes dois "escolhidos" por Deus dizendo "eu quero ser e jamais ter, Senhor"... O que não acontece hoje em dia com alguns (não todos, e um belíssimo exemplo de - quase - santidade eu retratei outro dia aqui na coluna, monsenhor Gaspar Sadoc) "religiosos" (?), os quais estão fazendo da Igreja - seja ela qual for, que nome tiver -  ponte para atingir seus objetivos mais primários, como estabilidade financeira, cargos, carro, plano de saúde... Falam de humildade (quanta hipocrisia!) na boca, enquanto o corpo clama por ostentação, fausto e conforto;falam de doação, mas a única doação que desejam verdadeiramente é o "venha a nós" e "o Vosso reino"... nada. Isto não é fé. É demagogia das mais baratas, oportunismo e falta de humanidade. Justamente o que pregam contra, diária e mentirosamente, para se fazer de "santos". (Do pau-ôco?). Isto acontece em todas as religiões, só não vê quem não quer enxergar o caminho oposto tomado por eles do "Caminho, a Verdade e a Vida" proclamado por Jesus Cristo.
     Rafael Arnáiz Barón nasceu em Burgos (Espanha), no dia 09.04.1911, filho de pais REALMENTE católicos. (E não FREQUENTADORES de Igreja). Aos 19 anos, ao visitar o abade do Mosteiro de San Izidro, em Dueñas, ele sentiu a vocação tocar seu coração. Naquele dia, Rafael mudou - radical e definitivamente - a sua história, passando de um rico herdeiro para o mais humilde e obediente serviçal do Senhor, suportando na carne as Verdades da Palavra de Deus, fazendo-se - em vida - num exemplo para muitos que dizem amar à Deus. E o que é pior: pregando uma Palavra que (muitos) não praticam. A vocação religiosa - seja ela qual for, de que religião for - tem de ser exercida com plena convicção não somente alardeada (pela boca) aos "quatro ventos", mas, principalmente, vivenciada no espirito (o que temos dentro do coração). E eis aí o embuste de alguns: falam demais, pregam e evangelizam de menos - esquecendo-se, convenientemente, de "tomar sua cruz" e seguir a Jesus verdadeiramente - dão lição de ética e moral, lança, CDs e livros para erguer templos monumentais ao bel-prazer de sua vaidade disfarçada de generosidade, "caridade cristã", quando dentro de si não conseguem construir a verdadeira  e edificante caridade que é "dar a vida pelo irmão"... Precisamos de templos, óbviamente, mas uma pergunta brada aos ouvidos do Senhor e não quer calar: o que é mais importante? A construção de templos, diante da miserabilidade de quem vive nas ruas sem uma única telha para abrigar-se do sol e da chuva?... É para não se questionar, pois a resposta - sendo Êle o Deus dos humilhados - é mais do que óbvia, senão Êle não teria dito "amai-vos uns aos outros como Eu Vos amei". Verdadeiramente e não demagógicamente. Fala-se demais, acolhe-se de menos... Homens que se dizem religiosos, os chamados "pastores de ovelhas" - em todas as religiões, reitero - tem o dever de praticar a Palavra. Todas as religiões precisam ser solificadas não somente na fé - tão falada e pouco aplicada (isto não é julgamento, é fato) - mas essencialmente na retidão moral de seus orientadores espirituais (coisa rara de se ver hoje em dia), na condução correta e digna do ofício que abraçaram - orientar, educar e evangelizar - não usando (repito) a Igreja como trampolim para obter reconhecimento social e admiração dos fiéis. (Cada vez mais cegos!). Igreja não é palco para atores e sim escola diária da Palavra de Deus vivenciada em plenitude; não tem holofotes para iluminar quem quer se destacar da multidão, tornando-se protagonistas da celebração - Missas ou cultos - para o povo, quando para Deus - que conhece o que vai no coração (falso e hipócrita) de cada um de nós - não passam de meros coadjuvantes, figurantes na encenação da fé que professam. Falam em Deus com a maior facilidade, no que é certo e errado, em caráter, verdade e mentira - como se muitos deles soubessem o que é isso - mas, na maioria das vezes, tudo não passa de um texto decorado e incansávelmente repetido. (Se Jesus viesse hoje aos templos, certamente Êle expulsaria outro tipo de vendilhões). É triste constatar que (alguns, vejam bem!) seguem à risca o velho ditado "faça o que mando, mas não faça o que eu faço". É doloroso observar que a "messe é grande e poucos são os operários"... Mas Êle, Deus, deve lógicamente preferir ter Sua Igreja com anúncio de vaga na porta do que certas "autoridades" (?) que não seguem a Palavra ao pé da letra.
     Rafael se despiu do confoto material para se entregar por inteiro à causa de Deus, que é a espiritual; deixou de se alimentar com o corpo para comungar com o espirito. Rafael não foi traidor, falso. Não saudou Jesus no domingo para entregar à morte na sexta. E hoje, infelizmente, dentro de várias Igrejas - dois mil anos depois - o cenário e os personagens são os mesmo, sem esquecermos de Judas... que se multiplicou. Todos nós dizemos ter fé. Até que ponto? Garanto que não o suficente para amar a Deus "acima de todas as coisas", como provou São Paulo Miki e seus companheiros que foram martirizzados na cruz, como o próprio Cristo. Rafael não foi crucificado, mas a doença o levou ao encontro de sua Cruz. Não é fácil abandonar a vaidade para abraçar a miserabilidade. Ele esvaziou os bolso, não encheu; ele era "nós", jamais "eu"; ele era de agir com o coração e não falsas ações para divulgação; ele foi realmente de Deus e não do mundo. Lembremo-nos de uma frase dita por ele e que nos fáz pensar: "quero ser Santo diante de Deus, não dos homens". Resumindo: a opinião de todos nós não interessa nem um pouco para quem se entrega totalmente aos desígnios do Criador.
     Rafael morreu no dia 26.04.1938. Morreu? Não. Quem é de Deus muda de endereço. Não foi bajulado e admirado no velho, para ser bem recebido, abraçado e querido por quem interessa - Deus - no novo. E, assim como Moiséis e centenas de outros mártires e profetas, "mudou-se" como Santo.
     Au-revoir para todos que me criticam ou aplaudem. Na próxima quinta-feira, se Deus quizer, aqui estarei. Eu aqui e vocês daí. C'est la vie!


                                                                                                                                                                        RENÉ SANFERR, 05.04.2012

a ESFINGE:
     "Da vida você não vai levar casa, já que sua casa vai ser a sepultura; não vai levar um belo corpo, pois o belo vai virar horrível e carcaça; não vai levar carro, pois seu transporte será o vento; não vai levar roupa, pois sua elegância será o espirito e muito menos vai levar dinheiro, pois sua moeda será seu coração. Portanto, sabe o que você vai levar e deixar? Além do nome pelo que de bom e útil criar, você só irá levar o ter sido e não ter adquirido, pois sendo alguém você terá tudo quando não puder levar nada desta vida madrasta".

                                                                                                                                                                        RENÉ SANFERR, 20.03.2011

de SANFERRPRESS para todos os leitores e colaboradores (patrocínios, doações):

     Que esta Páscoa seja para meditar a Palavra de Deus e não ostentação à mesa, só lembrando-se d'Êle na hora do "ai, meu isso" e "ai, meu aquilo", depois da orgia gastronômica, luxúria e beberragem, entregue total e irresponsávelmente nos braços de Baco, deus que nunca foi Deus.
     Sabemos que Jesus Vive, Reina na glória. Mas, se pranteamos e lembramos, ano após ano, a morte de nossos entes queridos, reles pecadores - como todos nós - porque, então, não dedicarmos a Sexta-Maior para ficarmos reclusos, orando e lembrando dAquele que deu a Sua Vida inocente por nós? É inadmissível que certos produtores - coisa dos tais que não acreditam, não tem fé, como escrevi no artigo de hoje - produzam festas (movidas a bebida, luxúria, descaração e vadiagem) logo no dia de amanhã? Só Deus mesmo, sendo Êle quem é, para ter compaixão e misericórdia destes hereges que só vão entender a verdade na sua hora suprema. E aí... "Ai, meu isso" e "ai, meu aquilo". Pobres coitados e infelizes que vivem para TER e jamais SER. Esquecem que a vida terrena passa, mas a ETERNIDADE...
     Por falar em ETERNIDADE, no meu outro blog - acesse GOOGLE e digite BLOG SANFERRARTSCRIPT ou, então, HTTP://SANFERRARTSCRIPT.BLOGSPOT.COM - hoje postarei a sinopse de (justamente) "ETERNIDADE".
    

""Dê todas as chance a um amigo. Mas se ele vira as costas para as oportunidades, dê chance a você mesmo de procurar outro amigo". - SANFERR, 05.12.1999

"Precisamos reverenciar o passado, respeitar o presente e acreditar no futuro, pois no passado vivemos, no presente lutamos e no futuro queremos saborear a vitória por termos lutado para viver". - SANFERR, 11.05.2011

"Vizinho só gosta da vida alheia especular. Portanto, trate bem mas mantenha-se afastado para no seu reservado ele não ciscar, na sua vida íntima não entrar e, só assim, mentiras da sua vida ele vai sair a comentar, já que a verdade ele nunca saberá. Você só vai demonstrar o que quizer que o safado saia a fuxicar". - SANFERR, 19.09.1997

"Mulher velha, feia e burra, só serve para gastar tostão enchendo a mão do gigolôzão que por ele não sente tesão e a critica chamando de barangão". - SANFERR, 29.01.2002.

"Se a fé sem obras não é fé, o que vale mais para Deus? A verdadeira fé no coração mesmo sem demonstração, ou a exibição de obras com uma falsa fé?"- SANFERR, 08.08.2000

"Quem não nasceu para SER, por mais que TENHA, jamais SERÁ". - SANFERR, 21.09.2004

"É triste vir ao mundo e não criar nada para SER, apenas ganhar para TER não sendo NADA. Depois ver que só o TER não o fez NADA, não SENDO importante para ser lembrado e admirado por TER feito o que não o fez SER". - SANFERR, 20.09.2008

"Em pleno séc. XXI, o romance intitulado Amor sempre será um best-seller em todos os cantos do mundo. A única coisa que mudou foram os personagens principais, antes únicamente o homem e a mulher. Agora, nos tempos modernos, o triângulo amoroso desta romântica é formado pelo homem, a mulher e o gay". - SANFERR, 10.11.2009

"Quem escreve bem prova que não veio para assinar mal seu nome no livro da Vida. Que seus textos serão eternos e imortais, ao contrário de quem não sabe escrever nem mal, os quais são mortais por não saber como assinar bem o nome no livro da Eternidade". - SANFERR, 25.05.1999

"O futuro é incerto, mas você pode acertar fazendo uma boa escolha no presente". - SANFERR, 18.08.2000

"Nunca desista do seu objetivo ou, então, vai deixar de ser um desejo para se tornar um pesadelo, por conta da decepção de não realizar o que deveria ser feito". - SANFERR, 19.05.2001

"A internet é o céu para quem tem talento e o inferno para quem pensa ter". - SANFERR, 20.12.2011

"Se eu tiver de escrever sobre o que não é útil, não é bom que se leia e não vai me realizar apenas para agradar e ter leitores, eu prefiro não escrever. Mas como eu sei que tudo que escrevo é útil, me realiza e todos gostam de ler, vou continuar escrevendo para a atenção do mundo continuar recebendo". - SANFERR, 12.12.2011

"Esconda-se atrás da sua inteligência, mas jamais apareça com a falta dela". - SANFERR, 01.10.2001

"A doação de amor e presença é mais importante que a financeira com ausência". - SANFERR, 12.02.2012

"Faça tudo de bom que puder para quando deixar esta vida, a sua vida ter deixado tudo de bom para os outros que puder entender porque aqui você pôde estar". - SANFERR, 12.12.1994

"O homem talentoso espera anos para ser reconhecido e quem não o é, vive toda uma vida para depois ser esquecido". - SANFERR, 07.09.1984

"Se humildade é se fazer de ignorante para não ofender quem o é, prefira ser inteligente para não ofender o ignorante com sua falsidade". - SANFERR, 19.02.1999

"Personalidade é escrever e falar o que se pensa. Não o que os outros pensam querer ler e ouvir". - SANFERR, 16.05.1985

"Não existe melhor vingança contra seus inimigos do que não se vingar. Melhor não perder tempo e mostrar a eles que nunca serão o que você é". - SANFERR, 16.12.2003

"Se o ambiente não é propício à sua presença e convívio, mantenha-se distante dos indivíduos e afastado dos fuxicos". - SANFERR, 20.09.1989

"O homem com visão de futuro e não apenas do presente, que quer ganhar o mundo, hoje se afasta dos prazeres mundanos, fáz uma boa plantação, espera a hora da colheita e só depois cai na vida para abraçar todos os prazeres que o mundo pode propiciar". - SANFERR, 20.09.2011

"Falta de caráter é não aprovar e dizer que está ótimo, com medo de não ser agradável e se tornar antipático". - SANFERR, 03.09.1989

"Não existe maior falso do que aquele que vive sorrindo, distribuindo beijinhos e chamando todos de "meu amor". - SANFERR, 19.01.1984

"Ser escritor é ter competência para inventar uma pequena e inocente mentira e transformá-la numa grande e perigosa verdade". - SANFERR, 18.09.2000

"O verdadeiro amigo não sai da cena da sua vida. Ele se esconde nos bastidores esperando você o chamar para terminarem juntos o espetáculo das suas vidas". - SANFERR, 18.09.1984

"Faça hoje o que amanhã muitos não conseguirão ter feito e com despeito dirão que não foi assim tão perfeito". - SANFERR, 24.06.2011

"Não assista o show da vida. Faça de sua vida um espetáculo". - SANFERR, 06.09.2010

"Não dê valor a aparência. Valorize a sua consciência". - SANFERR, 17.12.1982

"Observe com quem você bebe hoje, para saber se amanhã vai erguer um copo ou uma taça". - SANFERR, 19.08.2010

"Quem enche a casa de falsos amigos para mostrar que é querido, é mais falso que todos eles por esse gesto de bandido". - SANFERR, 26.10.1982

"O escritor é um rei admirado e reverenciado por seus leitores, os súditos". - SANFERR, 10.10.1999

"Existe o talento que já nasce altamente qualificado e a falta dele que precisa ser duramente estudado". - SANFERR, 27.02.1984

"Na balança da vida, poucos valem muito e muitos valem pouco". - SANFERR, 19.05.1987

"Não diga que é cristão convidando o amigo para sentar à sua mesa farta, deixando o inimigo na porta lhe pedindo perdão e implorando por um resto do pão que não lhe fará falta". - SANFERR, 30.01.2000

"Não seja burro trabalhando no que não gosta para ganhar pouco dinheiro. Seja inteligente trabalhando no que gosta para receber muito dinheiro". - SANFERR, 27.10.1983

"A família é a base de tudo, um tesouro incalculável. Quem não respeita a família, não tem base nenhuma, não calcula a fortuna que possui". - SANFERR, 17.07.1986

"Se você não tem sabedoria para dar um rumo a sua vida, vá dirigir ônibus, levando os outros para o destino que sábiamente escolheram". - SANFERR, 21.10.1985

"A amizade não é para ser apenas demonstrada. Mas respeitada, valorizada e guardada como um bem precioso". - SANFERR, 14.02.2012

"Quem não enche a cabeça, enche a cara". - SANFERR, 10.09.1981

"O Judas de ontem reencarnou em vários Judas hoje". - SANFERR, 07.07.1999

"Mil pessoas fortes e incompetentes reunidas, não tem força e competência para acabar com a competência de apenas um, só lhes restando unir forças para amargar a falta de competência" - SANFERR, 21.01.1984

"Se você tem um objetivo e amanhã quer ser alguém e realizar alguma coisa na vida, tenha hoje os motivos para fechar a mão e mostrar não ter. Sábio é quem abandona no presente a diversão para assim economizar e não gastar, sem desviar a atenção de no futuro seus sonhos e objetivos inteligentemente alcançar". - SANFERR, 17.12.2011

"Se o gastão de ontem fosse esperto, hoje teria razão para ser um pão-duro mais esperto ainda". - SANFERR, 19.12.2011

"Não viva para deixar seu nome esquecido e desprezado numa lápide como "senhor ninguém". Viva para deixar seu nome na história reverenciado e admirado como "senhor alguém". - SANFERR, 18.09.1983

"Quem hoje escreve um bom livro, amanhã vai ler uma bela estória". - SANFERR, 12.04.1985

"O talento é dado como o mais raro dos presentes a ser recebido por poucos. Mas, ao contrário, o sucesso tem de ser duramente perseguido e muitos o querem, mesmo sendo poucos os que o consegue". - SANFERR, 15.05.2011

"Não espere o fim do seu inimigo, se a inutilidade de sua vida já decretou o seu desde que nasceu". - SANFERR, 23.07.2010

"Todos nós iremos morrer. Só que uns vão perecer para sempre no esquecimento, enquanto outros vão merecer o eterno reconhecimento". - SANFERR, 21.10.2000

"Muitos vieram para passar e outros para ficar. A diferença é o trabalho ou o emprego. Quem veio para passar, sua o corpo trabalhando e esquece de empregar os neurônios. E quem veio para ficar, usa os neurônios empregando-os para trabalhar sem precisar suar". - SANFERR, 30.09.2010

"Não se ache melhor do que ninguém. Faça-os sentir-se alguém igual a você". - SANFERR, 20.11.1990

"Quem discrimina o outro por sey comportamento reservado, ainda não parou para analisar o quanto é criticado por conta de seu comportamento devasso". - SANFERR, 21.01.2002

"Só se contente com o pouco, se você acha que vale e significa menos do que esse pouco". - SANFERR, 21.07.1984

"O ser humano é falso até quando diz que não gosta de falsidade". - SANFERR, 22.03.1982

"Ser autodidata qualificado é mais honroso do que ser um diplomado despreparado". - SANFERR, 22.12.2011

"O homem culto não tem culpa de sua cultura. Mas o inculto tem culpa de não ter aprendido a ter cultura". - SANFERR, 09.06.2001

"No baile da vida, muitos dançam o tempo todo pensando estar dando um show, só percebendo que dançaram mal quando o show da vida acaba e não tem mais tempo para aprender a dançar". - SANFERR, 16.05.2010

"Ser cristão não é praticar uma falsa ação para o mundo saber. É ter uma boa intenção dentro de um coração verdadeiro para Deus se orgulhar de você". - SANFERR, 13.04.1989

"Todos falam em moral e consciência, mas se forem observados à fundo, veremos a falta de consciência gritando no raso da total imoralidade". - SANFERR, 19.08.1988

"Um grande amor é deixado para trás, quando percebemos lá na frente que se tornaria pequeno, já que a outra pessoa não sabe o que é amar". SANFERR, 15.09.1999

"Diga que ama Deus e persiga seu próximo. O próximo a ser perseguido por Deus será você, por Êle não ter encontrado nenhum amor e de você também não se compadecer". - SANFERR, 09.02.1979

"Se hoje você olha para o lado e se envergonha da companhia que escolheu, olhe para a frente e procure se orgulhar daquela que ontem esqueceu e com sabedoria irá reconquistar". - SANFERR, 02.10.1988

"Nós, que somos do povo, sabemos o pouco que somos, no muito que a vida não nos permite ser". - SANFERR, 18.08.2004

"Use sua sabedoria para ensinar o pouco que sabe a quem gostaria de saber muito". - SANFERR, 06.11.2011

"O que incomoda o incompetente diáriamente é o competente provar dia após dia sua competência". - SANFERR, 19.08.2000

"Não confunda uma pessoa reservada e culta, com antipática e burrra". - SANFERR, 17.08.2001

"Com pouco dinheiro você fáz milagres. E com muito comete pecados". SANFERR, 08.04.1989


                                                                                                                                                                     RENÉ SANFERR, 05.04.2012


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