quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ARTIGO APÓS ARTIGO, COM TALENTO, ATÉ O OLIMPO DOS JORNAIS.





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                                            BALANCETE MENSAL
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                                                 DR. JÚLIO MESQUITA,
              O (BOM) PASSADO NÃO MORRE JAMAIS. É O NOSSO PRESENTE.
                                   O LEGADO DE UM NOBRE REDATOR.


     A arte - milenar - de escrever bem, ser um bom redator, não é, infelizmente, para todos; não tem faculdade que dê a matéria-prima (o dom) e, consequentemente, ensine a se ter talento ou, muito menos, concorrente (sem essas qualidades) que consiga derrubar a magia das palavras bem colocadas e imortalizadas num artigo com centeúdo e estilo próprio. Ontem, hoje e sempre - pois muitos ainda virão com essa arte impressa no sangue - grandes nomes passaram pelas mais importantes redações do país, a exemplo de Assis Chateaubriand, Carlos Lacerda ("O Corvo"), Samuel Wainer, Barbosa Lima Sobrinho, Barão de Itararé, Roberto Marinho, Sérgio Porto ("Stanislaw Ponte Preta", inspirado no personagem Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade), Helena Silveira, Victor Civita, Guilherme de Almeida, Roquette Pinto, Merval Pereira, Elio Gaspari, Carlos Castelo Branco, David Nasser, Danuza Leão, Artur da Távola, Ernesto Simões Filho, Ibrahim Sued, Tavares de Miranda, Hildegard de Angel ("Perla Sigaud"), Tarso de Castro, José Simão, Alberto Dines, Artur Xexéo, e por aí vai a constelação de "letrados" - muitos desses astros e estrelas, infelizmente, já brilham no firmamento - com sabedoria suficiente para "colocar o preto no branco". (Uma verdadeira seleção na Copa da Redação, jogadores - muitos deles autodidatas - que sabiam, ou sabem, em que trava jogar as letras). Dizem que o Brasil - além de não saber votar, mas, ao que parece, está aprendendo, na "escola" - é um país sem memória, ingrato com àqueles que deixaram para sempre seus nomes (marcas) escritos no livro da cultura e intelectualidade nacional. Particularmente, não compactuo com esta idéia - errôneamente difundida pelos quatro cantos, certamente por pessoas despreparadas ou que, no mínimo, sofrem de amnésia histórica - pois enquanto existir alguém que goste de relembrar, homenagear tais personalidades (e seus memoráveis feitos para o engrandecimento da nação) a vida artística, cultural, religiosa e política brasileira jamais será esquecida, enterrada no túmulo do ostracismo por alguns desinformados que alardeiam que "quem gosta do que é velho é museu"... (?)... Ignorantes que são, pois o passado - e as figuras ilustres, notáveis - pode estar morto, mas se não tivessemos passado por ele não estaríamos aqui.
     Se formos perder a razão (raciocínio) e dar atenção, credibilidade a esse comentário esdrúxulo - tão infantil como vergonhosamente emburrecedor - logo duas perguntas irão se fazer necessárias: o que é velho? (A Europa e o Oriente com séculos de informações?). A notória capacidade intelecto-cultural de nossos antepassados, os quais (honrosamente) nos deixou um legado de bons livros, boas músicas (ai de ti, Babilônia - ops!, Brasil - que hoje tem de ouvir certos "talentos") esculturas e pinturas? E o que não é velho? A falta de história, conhecimento e cultura, o bom gosto ou a atual e nefasta - felizmente não de todos, mas de uma parte considerável da sociedade - ignorância artística-literária? O que, trocando em miúdos, significa o sepultamento de nossos (vários) talentos abundantes, enaltecendo, endeusando assim - com a ajuda de empresários incultos e mercenários, especialmente no "novo" meio musical da Bahia - os pseudos-talentos (?), àqueles que se acham o que não são (cantores e compositores), mas, se tivessem desconfiômetro, não abririam a boca nem para falar, quanto mais "cantar". Estes são os famosos quem, quem, quem? Os fenomenais TALENTOS BUNDANTES. Àqueles mesmos que (em busca do sucesso fácil) nos dão a triste e nítida impressão que os neurônios (deles) - se é que os tem! - foram apropriadamente colocados abaixo da cintura, naquela região glútea onde reside (indecorosamente) toda a força de seu rebolado (apelativo e não belíssimo, sensual, como o das mulatas-passistas) sem nenhuma expressão criativa. Resumindo: triste e decadente é a nação que não vive do seu pasado, dos seus "museus", pois dele vivenciamos o presente e, com certeza, construiremos um futuro bem melhor consertando inúmeros erros.
     Grandes brasileiros souberam - ou ainda o sabem, por que continuam entre nós - dignificar a nação dando-nos a oportunidade de conhecer a nossa própria história. Júlio Mesquita - que transformou um pequeno e insignificante tablóide "A Província de São Paulo" no poderoso "O Estado de São Paulo", um dos maiores impérios de comunicação do país - foi um deles.
     Nascido em Campinas (SP) em 18 de agosto de 1862, neto do capitão Monteiro, um português que chegou ao Brasil com a corte de dom João VI, Júlio César Ferreira Mesquita foi um nobre de alma e inteligência desde a mais tenra idade. Descobri maravilhas sobre esse cidadão das letras ao pesquizar sua vida e me impressionou bastante o relato que, ainda na escola primária - olhem que generosidade! - reuniu os colegas tão ricos como ele para comprar sapatos para um outro (pobre) que ia com a mesma bota furada todos os dias. Abolicionista, republicano - a nação que hoje somos devemos também a ele - Mesquita estudou Direito no Largo de São Francisco, na capital paulista, e não foram poucas as vezes que invadiu fazendas para libertar escravos. Formou-se em 1883 e logo abriu um escritório, mesmo não sentindo-se atraído pela profissão. O destino, misterioso e surpreendente, tinha planos para aquele homem, o qual havia nascido para escrever e não advogar; não demorou muito e ele foi convidado para redigir artigos mensais na Gazeta de Campinas, trabalho pelo qual se sentiu imediatamente fascinado, abraçando com extrema devoção o mundo das letras. Decidido a se tornar um operário da cultura, transferiu-se juntamente com Lúcia de Cerqueira Cesar, sua esposa, para a capital. Foi aí, então, que em 1885 começou a escrever artigos para A Província de São Paulo e no ano seguinte - nada como um dia após o outro com o talento (de poucos) no meio - já era redator político, indiferente às críticas negativas dos "colegas" de profissão, tão invejosos como medíocres do alto de seus pedestais de "experientes". Em 1888 se tornou sócio do jornal e dois anos depois mudou o nome (definitivamente) para O Estado de São Paulo. Com o sucesso, Mesquita se elegeu (o mais votado) vereador em Campinas pelo Partido Republicano, enquanto nas páginas do jornal decidiu se manter anônimo escrevendo sem assinar em várias seções. Justificava essa decisão com a (uma dentre várias) célebre frase: "não quero confundir o leitor. Minha opinião é minha opinião (teria sido ele o patrono dos atuais colunistas?), a do jornal é outra coisa". Não demorou muito e suas crônicas excelentes publicadas n'O Estado foram reunidas num livro. Elegantemente recusou a homenagem dizendo que elas (as crônicas) saíram sem sua assinatura e, portanto, pertenciam ao jornal, não a ele. Logo a seguir mandou recolher todos os exemplares do livro que estavam nas bancas. Doente, em 1887, foi morar na Europa, mas enviava regularmente seus artigos de Lisboa.
     Outra frase de Júlio Mesquita, a qual poderia muito bem ser aplicada hoje em dia: " Temos que reconhecer que isso não é uma República, ou melhor, a República não é isso"... (?)... Por tal razão, extremamente decepcionado com o que estava acontecendo na política, juntou-se ao colega Ruy Barbosa e deflagrou nas páginas d'O Estado (já pensou se houvesse a rapidez da internet naqueles idos?) uma campanha contra o governo do Marechal Deodoro, nosso primeiro presidente. Morreu aos 65 anos, em 15 de março de 1927, deixando, como último artigo, um elogio a criação do Partido Democrático. Seus herdeiros, Francisco e Júlio de Mesquita Filho, assumiram a direção de O Estado de São Paulo.
     Dizer o que deste grande homem, visionário e realizador, que soube - incansávelmente, dia após dia - tirar leite das pedras com muito sacrifício, obstinação e "nadando contra a corrente" daqueles que torciam para que ele não desse certo? Deus é justo, não deu talento à toa a ninguém, e respondeu à altura com a vitória de dr. Júlio como um dos mais letrados do país. Sua biografia é uma verdadeiro alerta, um incentivo para tantas pessoas que estão na profissão errada. O estudo é extremamente necessário, mas precisamos - antes de desejar (a qualquer custo) o diploma - saber se estamos aptos para ele, se estamos fazendo a escolha certa, se somos capacitados para tal profissão. O (verdadeiro) talento para escrever, o dom de saber usar (e juntar) as palavras vem de berço. A escola nos aprimora, dá as técnicas para que sejamos capazes de desempenhar um bom papel no teatro (real e fictício) das letras. Feliz é quem sabe "unir o útil ao agradável". (Se é que me entendem!)...
     Au-revoir para todos que me criticam ou aplaudem. Na próxima quinta-feira, se Deus quizer, aqui estarei. Eu aqui e vocês daí. C'est la vie!

                                                                                                                                                                           SANFERR, 01.09.2011

a ESFINGE:
     "Sou um livre pensador, sempre o fui e espero morrer assim".

                     JÚLIO CÉSAR FERREIRA MESQUITA (1862-1927) advogado, intelectual e fundador do jornal O Estado de São Paulo.

de SANFERRPRESS para todos os leitores e colaboradores (patrocínios e doações):

     Reitero meus sinceros agradecimentos ao apoio que todos vocês vem dando ao meu trabalho de uma forma tão gentil, carinhosa, principalmente por SMS, e-mails e telefonemas. Sem vocês a coluna SANFERRPRESS hoje não teria a repercussão que está tendo dentro e fora do Brasil, nas comunidades brasileiras. Obrigado!
     Só que, mais uma vez, eu peço - num apelo direcionado àqueles que, corajosamente, publicam seus comentários semanalmente - que abstenham-se de fazer referências à minha pessoa, pois sinto-me constrangido, encabulado. Sei que gostam dos meus artigos e fico feliz ao receber suas mensagens de congratulações por meio privado. Mas, por favor, meus amigos, nos comentários públicos, escrevam apenas sobre as personalidades que tenho a honra e o prazer de homenagear.
     Um forte abraço deste amigo que também os ama e admira. Deus proteja à todos.

                                                                                                                                                                                SANFERR, 01.09.2011


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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A DAMA DO PT ( PÁRA TUDO)


                                                      DILMA ROUSSEFF,
                                 UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL? SÓ O TEMPO DIRÁ.

     "Pára tudo e vamos organizar essa casa, pt" (ponto de seguimento e não final) - teria dito S. Excia. a robusta (em todos os sentidos) presidente - ou presidenta, como queiram - do Brasil Dilma Rousseff ao chegar no palácio do Planalto em seu primeiro dia de trabalho há oito meses atrás. Ou, se não o disse, deveria ter dito já que, querendo ou não os partidos aliados deste primeiro governo feminino - sem ser, até o presente momento, tendenciosamente feminista - é o que está fazendo a "dama do PT" (e do poder total) desde que tomou posse, politicamente falando, do destino de todos nós, brasileiros. De amarelados pela fome, corrupção e falta de oportunidades, estamos nos tornando verdes, cheios de esperança no futuro e no real. Históricamente, somos um povo que não sabe votar e, vergonhosamente, também não procuramos nos aprofundar no assunto, estabelecer uma relação íntima com esse direito (e dever) cívico, já que entendemos (e muito!) mas é de samba, carnaval, praia, suor, cerveja e futebol. Na famosa "pelada" todos os homens são craques e no samba as mulheres estão dominadas (?) e dominando no ritmo esperançoso do "deixa a vida me levar" ou, então, "amanhã há de ser outro dia"... Mas parece que desta vez, milagrosamente, tudo nos leva a crêr que acertamos ao substituir o terno escuro (e bota escuro nisso!) da ditadura militar - e do "voto de coronel" (?) - pelo tailleur extraordináriamente liberal da democracia plena, geral e irrestrita. Apesar de, particularmente (e como colunista - e não jornalista, vejam bem! -  tenho a liberdade de me expressar assim) eu achar que na prova da urna os eleitores tenham feito o mesmo joguinho de unidunitê (fator sorte) que os jovens aspirantes a uma vaga nas universidades (muitas delas contestadas por organizações de classes) através do famigerado vestibular-loteria praticam riscando o X no gabarito (neste caso, o candidato) certo. E o resultado desta prova nada didática - mas essencialmente política, econômica e social - está aí: bom, a caminho do (quase) excelente.
     Desde que lancei esta coluna virtual em outubro do ano passado, coincidentemente na ante-véspera do primeiro turno das eleições, deixei bastante claro em alguns artigos sobre Serra, Dilma e Lula, que não havia votado no PT (Partido dos Trabalhadores) e não é agora por que o partido - e, graças ao blog, eu ter conquistado a admiração no meio político - está no poder que vou dizer o contrário. Reitero meu apreço ao trabalho competente de diversas personalidades do PSDB e do DEM, como José Serra, Geraldo Alckmim, FHC, Aécio Neves, Jutahy Junior, ACM Neto e tantos outros. Só que hoje - graças à Deus sou justo, dou " a César o que é de César" - admito que o governo Dilma Rousseff, como diz o ditado popular, está "saindo melhor que a encomenda". Estou satisfeito - decepcionado comigo mesmo por não ter participado da eleição dela - e, não posso negar, um tanto surprezo com a administração desta verdadeira dama, a qual soube, em pouco tempo, mostrar que veio com sua marca pessoal e não como caricatura, "maria vai com as outras" do governo anterior.
     Dilma pode não ser a "dama de ferro" (tão comentada e aguardada pelos meios empresariais, econômicos) - numa alusão a ex-Primeira Ministro Margarete Tchatcher, da Inglaterra, nos anos 80 - mas, certamente, é uma primeirissima dama com personalidade forte, coerente (e consciente) com seus atos e decisões. Ela não se deixa influenciar por conversinhas (e conselhos errados) de "pé de ouvido", pedidos absurdos de uma politicagem (?) indecorosa, amoral, ou, muito menos, as intrigas palacianas e "golpes" baixos ao gosto de cada um de seus subalternos, dependendo dos interesses pessoais na gorda fatia do bolo governamental. Assim como eu, também a maioria dos brasileiros - mesmo os não fanáticos, obcecados pelo PT - estão gostando da verdadeira mudança moral, ética (e constitucionalmente correta) que a presidente está promovendo nos gabinetes em todos os escalões do poder. "Mulher arretada!", dirão os nordestinos, conterrâneos suados (e eternamente desiludidos) com o sol da liberdade que nunca - até o presente momento - havia brilhado com tamanha intensidade numa região do país outrora esquecida, menosprezada e ridicularizada sócio-culturalmente.
     Falar sobre a biografia de Dilma Rousseff não é mais necessário, pois udo já foi revelado sobre seu passado, presente e (quiçá) o futuro desta dama que passou por várias atribulações, sofrimentos morais e físicos - torturada nos porões do cárcere da vergonha nacional - mas soube "dar a volta por cima", se superar, principalmente como ser-humano (sem mágoas, ressentimentos); tudo foi um erro do destino, um triste episódio de vida que lhe serviu como experiência. O passado negro está se transformando num futuro rosa, talvez não tão emblemático como o vermelho-sangue da bandeira petista. (Se é que me entendem!). A prova desta experiência de vida Dilma deu quando passou pela Secretaria da Fazenda de Porto Alegre (1986-89), ao presidir a Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (1991-93) e foi Secretária de Energia, Minas e Comunicações em dois governos. Por conta desse histórico, teve seu valor reconhecido nacionalmente e chegou ao Ministério de Minas e Enegia (2003-05), até alcançar o cobiçadissimo (e perigoso) cargo de Ministra-chefe da Casa Civil (2005) no governo Lula. O qual - aproveitando-se do talento e competência administrativa de sua primeira-dama (politicamente, of course!) - a indicou para sua sucessão, visando uma possível (será?) volta ao poder. O final desta fábula política à Deus pertence. E, lógicamente, a todos nós, eleitores, dependendo se o tailleur de Dilma for mais eficiente que o teno de Lula. Dizem por aí que o ex-presidente está (apenas) descansando, tirando férias, aguardando em berço esplêndido a hora que sua !criação mais do que perfeita" (Dilma) irá lhe devolver o (seu?) cargo... (?) ... O tempo - senhor absoluto da razão - irá nos responder. O certo é que Lula imaginou que continuaria com o poder absoluto, controlando dos bastidores o rumo do país, mas, ao que parece, "deu com os burros n'água", já que bateu de frente (ou não seria por trás) com uma administradora centrada e mulher (politicamente) arretada.
     Mesmo com toda a crise - nossa velha e desagradável conhecida - social, econômica e política, o Brasil está decolando à caminho de um céu de brigadeiro. Mas, em contrapartida, esse vôo tem sofrido turbulências graves num dos mais importantes "tetos": a educação. Por exemplo: enquanto não se repensar (e reformular geral) o tal vestibular-loteria (àquele dos que sabem, estão capacitados e também daqueles que "atiram no escuro", arriscam a sorte) as universidades continuarão sendo fábricas de distribuição de diplomas, em detrimento da qualidade dos universitários e do real objetivo delas que é prestigiar o talento, a competência e capacidade de quem realmente tem. Hoje em dia são milhões de universitários e (apenas) dezenas de verdadeiramente capacitados para cursar o nível superior. De quem é a culpa? Tudo começa bem lá atrás no ensino fundamental. Ou vão me dizer que alguém constrói uma casa sem um bom alicerce? Que chega-se com segurança ao último degrau da escada sem pisar nos primeiros? Como método de correção das provas, o vestibular-loteria é p´ratico, rápido. Mas é perigoso, enganador. Porque não voltar ao tempo (pré-histórico, mas eficiente, lógico) de respostas escritas de punho pelos vestibulandos, criando uma competente comissão de renomados mestres-doutores para corrigir tais provas? Não é à toa que os maiores índices de reprovação vem da redação. Ali, "na prova dos nove", no "quem sabe coloca o preto no branco". Diz o inciso XIII do artigo 5 da Constituição de 1988 que "é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". Vejam bem: atendidas as qualificações. E - segundo as organizações de classes, institutos de pesquizas, etc. - o que menos está se vendo são universitários qualificados.( Dêem uma folha de papel em branco para eles colocarem suas idéias e cuidado com o infarto!). O slogan - excelente, diga-se de passagem - do governo Rousseff é "país rico é país sem pobreza"... (?) ... Concordo plenamente, desde que esta preocupação se estenda também - e principalmente - a pobreza intelecto-cultural, pois ninguém melhora de vida sem conhecimento, estudo. Mas não vai ser enchendo as universidades de professores mal remunerados e, consequentemente, desestimulados, de jovens despreparados (desde a base), sem uma boa formação educacional, que vamos atingir esse objetivo: tornar o Brasil uma nação livre de todas as misérias.
     A univerdisade pode, óbviamente (e deve) ser um sonho de consumo. Mas, antes de tudo, tem de ser um "sonho viável" - para quem tem condições de sonhá-lo - isto é, com conhecimento e não porque é afro-descendente, índio ou veio de escola pública. Se esta "escola pública" não deu uma boa formação, como, futuramente, teremos bons profissionais, se nem escrever direito eles sabem?  Sigamos o exemplo do ensino público chileno, um dos melhores da América Latina. Lá - segundo fui informado por fontes ligadas ao governo de lá -  estão lutando por uma escola gratuita, e cada vez melhor, que não seja privada, com fins lucrativos (e pouco educacional) para meia dúzia de professores-empresários. Comércio, comércio, comércio! Fundemos, inauguremos mais universidades para o nosso povo, mas não esqueçamos jamais de "separar o joio do trigo", "o alho dos bugalhos". A idéia de salas cheias e bolsos abarrotados (dos empresários) deve ser abolida do ensino superior brasileiro.
     Acredito que, aos poucos - sem pensar em futuros fins eleitoreiros - Dilma Rousseff irá mudar esse conceito (erradíssimo) de ensino no país. Ou, então, continuaremos a correr riscos, principalmente naquelas profissões onde a nossa vida está em jogo. Sendo mulher, ela é mais snsível às necessidades humanas. Outras passaram pela história deixando marcas indeléveis de sua capacidade - e são exemplos incentivadores para muitas deputadas e senadoras - como Clara Camarão (que combateu os holandeses invasores do nordeste no século XVII); Maria Quitéria e Anita Garibaldi (que lutou no Brasil e na Itália); Maria Curupaiti (lutou bravamente na guerra do Paraguai) e a Princesa Isabel, que assinou as leis do Ventre Livre e da Abolição da Escravatura. Isto sem falar em Brites de Albuquerque, a qual assumiu a direção da capitania de Pernambuco. Teria sido ela espelho para a nossa atual presidente?
     Au-revoir para todos que me criticam ou aplaudem. Na próxima quinta-feira, se Deus quizer, aqui estarei. Eu aqui e vocês daí. C'est la vie!

                                                                                                                                                                      SANFERR, 25.08.2011

a ESFINGE:
     "Meus ministros fazem tudo o que querem, menos o que eu não quero que eles façam".

                                RODRIGUES ALVES (1848-1919) advogado, intelectual e ex-presidente da República.
                                                                                                                                                                    


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                                                        P    A     T     R     O     C     Í     N     I     O

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

DO PRECONCEITO À GLORIA. O REI DAS LETRAS.






                                                  AGUINALDO SILVA,
                            UM "SENHOR" GAY, MACHO PARA TODA OBRA.


     O meio de comunicação mais popular do Brasil é considerado um dos três melhores do mundo: a televisão. Por que? Temos em nosso cast (não somente o artístico - com grandes estrelas oriundas do teatro - mas principalmente o técnico) profissionais extremamente gabaritados nas quatro principais emissoras (Globo, SBT, Record e Bandeirantes). Dos diretores aos atores, passando por cenografistas, maquiadores e figurinistas, até os câmeras, contra-regras e iluminadores. Todos emprestam um pouco do seu precioso talento e competência para transformar as novelas, seriados,  Casos Especiais (por que não produzir novamente, dando oportunidade a novos autores?), minisséries e programas de auditório em sucesso que repercute nos quatro cantos do mundo. É acabar um, começa logo outro em seguida respeitando o horário da grade de programação, principalmente na TV Globo. Mas, como tudo na vida, para se conseguir esse reconhecimento temos de ter um ponto de partida, uma idéia (story-line) e uma estória (sinopse) criada por um profissional cada vez mais categorizado e que merece (também) ser homenageado com um prêmio pela erudita Academia Brasileira de Letras: o autor. Quando André Gide e Jacques Rivière lançaram com outros amigos, em 1911, a revista "Nouvelle Revue Française", que deu origem a prestigiada editora Gallimard, eles tinham plena consciência que o talento de alguém competente para colocar o "preto no branco" é o ponto de partida para o sucesso de qualquer empreendimento. Não foi à toa que, aos poucos, a editora tornou-se sinônimo de bom gosto, publicando nos anos 30 a célebre coleção "Editiones de la Pléiade" e hoje é uma das três maiores da França, competindo com a Hachette e Flamarion. O autor que conseguir ter um título publicado pela Gallimard é como se tivesse ganho o Nobel de literatura. Já aqui no Brasil - mesmo existindo excelentes editoras - o must é o folhetim eletrônico chamado novela, o mais acessível ao nível financeiro (custo zero) de nosso povo. O novelista que assinar um trabalho para a hollywood brasileira, a TV Globo, pode se sentir tão prestigiado como os autores da Gallimard.
     Aguinaldo Silva é um desses, juntamente com colegas do nível de Maria Adelaide Amaral, Ana Maria Morethzson, Lauro César Muniz, Gilberto Braga, Ricardo Linhares, Miguel Falabella, Glória Perez (a única que se sustenta sózinha durante quase 200 capítulos), Walcyr Carrasco, Manoel Carlos, Benedito Ruy Barbosa, Thiago Santiago, Duca Rachid, Telma Guedes, Silvio de Abreu, etc. Um dos melhores novelistas dos últimos tempos (bebeu na fonte de Janete Clair), Aguinaldo nasceu nordestino, é gay assumidíssimo e polêmico como criador (escritor) e criatura (não leva desaforo para casa). Para muitos - principalmente os homofóbicos de plantão, os quais não aceitam a superioridade intelecto-cultural de certos homossexuais - três defeitos graves que o fáz, não melhor e nem pior, mas apenas "diferente" num universo onde a truculência, a imbecilidade e a falta de inteligência dos trogloditas é comum. Tão polêmico que logo no seu romance de estréia, ainda adolescente (olha as "bocas malditas e línguas ferinas" aí, meu povo) foi acusado de plágio por "Redenção para Job", romance que diziam ser do jornalista Newton Rodrigues, editor do tradicional Jornal do Comércio (Pernanbuco). Mas o tempo, senhor absoluto da razão, passou e todos os detratores - tão invejosos como inconsequentes - puderam constatar o enorme talento do "gay", da "bicha" (perdoem-me a expressão chula, deselegante). Ainda mais quando, já na década de 70, no Rio de Janeiro, fundou "O Lampião", primeira publicação direcionada ao público homossexual. Isto depois de - à convite de Múcio Borges da Fonseca - ter sido repórter do Ùltima Hora (nordeste) em 1962, jornal (entre vários outros) que foi fechado pelo regime militar em 1964. Mesmo ano no qual Aguinaldo resolveu ir para o sul estabelecendo-se no Rio e começou a trabalhar como repórter policial (cruzes!) do jornal O Globo. (Que história pitoresca, inusitada. Um gay, repórter policial!). Em 1979, Aguinaldo foi convidado por Daniel Filho para escrever o seriado Plantão de Polícia (quem não se lembra) criando um Sherlock Holmes tupiniquim, o personagem Valdomiro Pena, brilhantemente interpretado por Hugo Carvana. Logo a seguir vieram episódios de Malu Mulher (com Regina Duarte, Dênis Carvalho e a "menina" Narjara Turetta, hoje a Lílian de "Morde e Assopra"). Daí para a primeira minissérie foi um pulo: Lampião e Maria Bonita, que escreveu com o amigo Doc Comparato. Por esse trabalho os dois receberam (1982) o prêmio Revelação da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) na categoria TV. Outras minisséries vieram popularizar Aguinaldo, a exemplo de Bandidos da Falange (1983), Padre Cícero (1984) e Tenda dos Milagres (1985), baseada no romance de Jorge Amado. Só que o "estouro da bioada" (infelizmente em todos os sentidos falando) veio com Partido Alto (1984), sua primeira novela e no horário nobre. A estória não emplacou e Aguinaldo pediu para sair antes que o barco afundasse. Dizem - e com propriedade - que "quem é bom nasce feito" e Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, na época superintendente da TV Globo) lhe deu mais um voto de confiança e o convidou para ser co-autor, ao lado de Dias Gomes (dono da obra), numa novela que foi um marco na teledramaturgia: Roque Santeiro. Inesquecível as atuações de Regina Duarte, Lima Duarte, José Wilker, Ary Fontoura, Heloísa Mafalda, Paulo Gracindo, Cássia Kiss, Armando Bógus, Lucinha Lins, Lídia Brondi (volte logo!), Yoná Magalhães, Isis de Oliveira (belíssima!), Claudia Raia (estreando com nota 10 em novelas) e vários outros. Mais novelas? Vale Tudo, Senhora do Destino, Duas Caras, Tempos Modernos e Meu Bem Querer (supervisionado o script de Bosco Brasil e Ricardo Linhares, respectivamente), A Indomada, Fera Ferida, Pedra Sobre Pedra, Tieta, O Outro, além das minisséries Riacho Doce e Cinquentinha. Nos livros, Aguinaldo "La" Silva deu-nos preciosidades como Cristo Partido ao Meio (1965), Canção de Sangue (1968), Geografia do Ventre (1972), O Crime antes da Festa: a História de Angela Diniz e Seus Amigos (1977), República dos Assasinos (1979), A História de Lili Carabina (1983), Deu no Blogão (2009, atualíssimo). Já na telona, assinou o roteiro de excelentes projetos, dentre eles Prova de Fogo, do cineasta Marco Altberg e O Cangaceiro Trapalhão, novamente com Doc Comparato.
     É a Gallimard com os clássicos (e também populares) livros na França e os autores da TV Globo (e das outras emissoras) dando um show por aqui. Sendo gay, bissexual ou hetero. E daí? Numa era - infelizmente não temos como dizer "era uma vez"... - na qual a homossexualidade está saindo honrosamente do armário do preconceito e da crítica maledicente, ao mesmo tempo vários homossexuais estão sendo vitimados pela ignorância intelecto-social a a falta do "amai-vos uns aos outros como Eu vos amei", Aguinaldo Silva, Oscar Wilde (no século passado), entre dezenas de outras cabeças pensantes, prova que "gay burro nasce homem". Ou não! (Se é que me entendem!)...
     O talento, senhores preconceituosos, não tem sexo. A prova é que, na dança da "ciranda do sucesso", sai um mestre (e alguns deles são gays) e entra outro, dando oportunidade ao telespectador de emocionar-se, amar e odiar, revoltar-se com as ações dos personagens - alguns homossexuais - que povoam suas fantasias e fazem parte do seu di-a-dia durante vários meses. Agora mesmo - amanhã irá ao ar o último capítulo - depois das armações, dos golpes baixos e altos, moral e socialmente repulsivos de Leonardo (Gabriel Braga Nunes) e Norma (Glória Pires) na novela Insensato Coração, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, outra trama está chegando para nos fazer pensar sobre o que é certo e errado, refletir até aonde o ser humano é capaz de ir para atingir seus objetivos. Desta vez, na obra assinada pelo pernambucano Aguinaldo Silva com o sugestivo título de Fina Estampa, a bola da vez será a fútil, maquiavélica e nada ética Tereza Cristina (Cristiane Torloni). Os autores - e todos nós sabemos disso. tem preferência por criar vilões, personagens que caem fácilmente no gosto popular, pois, ao que tudo indica, a mocinha sofrida, chorosa e o galã defensor da moral, dos bons costumes, dos pobres e oprimidos, não fazem mais o sucesso de antes, quando a humanidade ainda sabia o que era isso. Olhem aí o exemplo dos (quase) "falecidos" (e sem tempero) Pedro e Marina, respectivamente Eriberto Leão e Paola Oliveira. Vamos combinar e "dar a César o que é de César": se não fosse a vilania, o mestrado, o PHD em mau-caratismo de Norma e Léo, eu não sei se Insensato Coração - mesmo com as boas estórias (plots) paralelas - teria feito tanto sucesso assim. E nestas estórias, lembrem-se que tivemos gays para todos os gostos e situações, além do time de "destrambelhados" - muitos deles hilários - que fez a trama ferver, esquentar: Natalie Lamour, o mais apropriado seria "glamour" (Débora Secco, maravilhosa), Eunice (Débora Evelyn, um show de interpretação!), Horácio (Hérson Capri), Ismael (Juliano Cazarré, belíssimo!), tia Nenen (Ana Lúcia Torre), Wanda (Natália do Valle) e por aí vai... Maus, diabólicamente cruéis - ou, no caso de alguns, na "escolinha" da bandidagem - sem nenhum caráter, frios e oportunistas (tudo de asqueroso que pode haver numa pessoa), mas, por outro lado - como personagens de ficção, vejam bem! - excitantemente fascinantes, envolventes. Carismáticos, por que não? Claro que a intrpretação de Gabriel (o olhar, a entonação) e Glória (a elegância, o charme para ser terrívelmente dissimulada, cínica) foi um capítulo à parte. O certo é que, querendo ou não os falsos moralista de plantão - já que o ser humano, na sua essência, não é inteiramente bom ou ruim, sendo capaz de algumas vilanias e crueldades (morais e físicas) a depender da situação, do momento - geralmente o antagonista é mais prazeroso de se assistir, tornando-se sucesso garantido em qualquer produção.
     Aguinaldo Silva tem (sempre) dois desafios quando uma obra sua é lançada. Provar o talento como escritor - mais? - e provar que gay (uma parte elitizada intelectualmente) não é caricato, figura folcórica do gracejo e menosprezo popular. É o talento e competência (de alguns poucos previlegiados) personificados em homens "diferentes". Oscar Wilde e Clodovil Hernandez que o digam. (Ou diziam).
     Au-revoir para todos que me criticam ou aplaudem. Na próxima quinta-feira, se Deus quizer, aqui estarei. Eu aqui e vocês daí. C'est la vie!

                                                                                                                                                                              SANFERR, 18.08.2011

a ESFINGE:
     "A força da mentira criada pelas pessoas invejosas e incapazes, é como castelo de areia. Chega a verdade em forma de maré alta e derruba todas as calúnias e difamações de quem quer destruir o indestrutível: o talento".

                                                                                                                                                      SANFERR, 06.08.2010

de SANFERRPRESS para todos os leitores e colaboradores (patrocínios, doações):

     Neste momento difícil, extremamente doloroso (para eles) e angustiante (para nós, fãs e admiradores), voltemos os nossos corações - e orações - para Reinaldo Gianechinne, Marcos Paulo e, principalmente (já que eles dois têem toda a nação que os conhece, reza) para os irmãos desconhecidos, solitários, que sofrem as dores das mais variadas enfermidades nos leitos hospitalares da vida. Enfim, todos merecem as nossas preces. Com fama ou no mais "famoso" anonimato.
     Encerrando as festividades a Assunção de Nossa Senhora - dia 15, apesar da Igreja ter transferido os atos liturgicos para o próximo domingo, para que os fiéis possam comparecer - prestem atenção neste pequeno trecho do livro "Quem és Tu, Maria?", cap. III, pág. 95, intitulado "A Virgindade de Maria", de autoria de Jean-Claude Michel: "... segundo o costume dos hebreus, chamam-se irmãos todos os parentes. Portanto, Helvidius mostra-se muito ignorante ao dizer que Maria teve muitos filhos, quando ele fáz em alguns lugares menção aos irmãos de Cristo". Para quem não sabe, Helvidius foi um monge do séc. IV que teve dificuldade em viver o celibato e proclamava (que heresia!) que após o nascimento de Jesus, Maria havia dado à luz outros filhos. Fiquei comovido ao ler uma obra de tal importância para quem é devoto dos Santos da Santa Madre Igreja e (observem) não "adoradores de santos" de outras seitas, crenças e religiões. Jesus - e Ele mesmo fazia questão de repetir isso - veio pelos pecadores, principalmente. Devemos respeitar a fé de cada um - o banho que gosta de tomar, se de folha ou pipoca - mas "cada macaco no seu galho". Confundir Maria Santíssima com Oxum, Yansã, São Roque e São Lázaro com Obaluaê (nem sei se escrevi direito) é uma comparação absurda (inconcebível até!), o mesmo que dizer que Carlota Joaquina foi madame Pompadour e Julius Caesar era Napoleão Bonaparte, para quem não sabe quem foram eles. Sou a favor, claro!, do ecumenismo. Mas, tenho minhas restrições com o tal sincretismo religioso. Coisa de quem não é verdadeiramente católico apostólico romano e quer justificar seu "pula, pula" de galho. Não é preconceito. É separar "o joio do trigo", "o alho dos bugalhos". Prefiro morrer na ignorância da fé de certos cultos, no ostracismo intelecto-cultural, no anonimato, do que vender minha alma ao diabo, renegar a "fé que remove montanhas" (e pessoas também) para conseguir - como uns e outros por aí, os quais não sabem o que dizem, o que fazem - fama, notoriedade. (Fiquem alertas: esta vida é curta, e depois? Na eternidade?). "Tudo posso naquele que me conforta", já dizia São Paulo em meio a todas as atribulações que sofreu. Uma pequena frase, mas grandiosa no significado. Com Maria Santíssima intercedendo junto aO Seu Filho Jesus por mim, eu tenho tudo (força para lutar, discernimento moral e intelectual, apoio da família, amigos - verdadeiros, pois os falsos eu deixo no acostamento da estrada da vida - saúde, fé, esperança e caridade cristã, para perdoar quem me ataca e saber pedir perdão pelos meus erros) e aceito todas as provações terrenas. Só não quero acender duas velas. Apesar de não concordar com várias ideologias das religiões evangélicas - aliás, termo erradíssimo pois todos nós, CRISTÃOS, seguimos o Evangelho - tenho de reconhecer que as Igrejas protestantes estão certas em respeitar, mas não se misturar. Vocês já viram manifestações dessas religiões conjuntamente com seitas e seus atos de feitiçaria profanando a crença, a fé deles (dos protestantes) que agridem acintosamente o que o próprio Jesus disse: "Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida". (Êle, só Êle e mais nada, nenhum outro deus, "santo", pai ou filho disso e daquilo). Jesus não expulsou os vendilhões do Templo? Àqueles lá vendiam e roubavam. Hoje vende-se sortilégios, advinhações e previsões (do que não sabem) roubando a (pouca) fé de pessoas ignorantes, sem leme no barco de suas vidas à mercê da sorte ou do azar. (Deus que me livre, e perdoe!). "Afastai-vos de Mim, malditos de Meu Pai". Já viram os pastores permitir "banhos" (?) disso ou daquilo na porta de seus cultos? E achar natural? Natural é o respeito, não a mistura de credos. (Se é que me entendem!).
     Vão dizer que estou fazendo apologia ao preconceito num julgamento (e condenação) errado. Logo eu? Que tenho uma orientação sexual diferente, sou, da mesma forma que Aguinaldo Silva, gay assumido? (Assumido, mas sem hasteamento de bandeirolas, arco-íris e toque de clarins!). Não! Repudio veementemente qualquer tipo de preconceito e intolerância religiosa. Mas, amigos, vamos ser coerentes com a nossa fé. Seja ela qual for, decidam-se para que lado vai tombar, mas não fiquem em cima do muro. Ir à Igreja, participar da Santa Missa - àqueles que se dizem, mas não são verdadeiramente católicos - comungar e logo após, na primeira esquina, "despachar" no gabinete do "santo tal" (?) desejando mal contra seu próximo? Acreditar em magia, sortilégios, previsões? Também! Fazer o que? Se estas pessoas não foram corretamente orientadas por jovens padres, os quais estão mais interessados em fazer carreira do que seguir a carreira de Jesus: evangelizar corretamente. E não estou julgando. É só participar de Missas presididas por esses jovens - não todos, vejam bem! - e observar atentamente o teor de suas homilias. Dá a impressão que não sabem em qual religião estão. Não seria o caso de retornarem ao Seminário para reaprender o be-a-bá da Igreja?
     Façamos como os Santos Mártires da Massa Cândida (torturados e mortos entre o séc. III/IV numa fornalha em Útica, na atual Tunísia, durante as perseguições de Valeriano e Galieno), os quais não ficaram de "lá para cá" - sem saber que rumo seguir - buscando uma fé que lhes trouxesse vantagens e benfeitorias materiais, românticas. Tiveram um triste fim - mas, certamente, um belíssimo começo na eternidade como recompensa - pois não traíram Jesus. Hoje a Igreja os homenageia.
     Maria Santíssima, eu Vos amo! Faça de mim o que quizer - segundo a vontade de Seu Filho Jesus - e me dê força para suportar tudo, em todos os momentos de minha insignificante existência. Mas jamais permita que eu me torne um católico-macaco, aquele que não sabe em qual galho está. Obrigado!
     Trocando de assunto - passando de temas sublimes para outro não tão edificante assim - vou responder publicamente a um leitor aqui da boa terra (Bahia) que passou um e-mail fazendo uma crítica. Disse ele que eu "puxo o saco", falo bem e não enxergo os erros, exagero nos elogios às personalidades retratadas aqui na coluna. Ora, meu amigo! Se eu falasse mal, seria nojento, antipático, anti-ético, "imprensa marrom", etc. E como poderia falar mal de pessoas que estou perdendo (no bom sentido) tempo em escrever? Se admiro o trabalho delas? Jamais escreverei, por exemplo, sobre os talentos "bundantes", artistas (?) de ocasião (financeira), sem valor, que não tem nada a oferecer, mostrar, provando - a cada trabalho (?) - que o saudoso Flávio Cavalcanti deveria estar entre nós para quebrar, AO VIVO, muitas m... que estão por aí agredindo acintosamente nossa pouca inteligência com tanta falta de talento e excessiva competência para mostrar ao mundo ( com alarde na mídia ) a mediocridade de suas pseudos-obras artísticas... (?)... Portanto, aqui na coluna SANFERRPRESS, enquanto Deus o permitir, só falarei sobre talentos "abundantes". Como disse Aguinaldo Silva numa carta à Doc Comparato parabnizando-o pelo lançamento do livro "Roteiro, Arte e Ténica de Escrever para Cinema e Televisão" (1983), "imaginação, muita imaginação". Ou seja, talento acima de tudo. Seja de quem for, sem protecionismo, ok?

                                                                                                                                                                        SANFERR, 18.08.2011



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